Pais solidários com mãe de aluna que filmou lagarta na comida

A Associação de Pais da escola de Braga onde foi filmada uma lagarta numa refeição servida na cantina manifestou-se "publicamente solidária" para "apoiar"a mãe da aluna que divulgou o vídeo, caso esta decida "encetar medidas legais" para apurar responsabilidades.

Numa mensagem publicada na sua página de Facebook, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola André Soares (APAS) congratulou-se ainda pelo anúncio por parte da direção da escola da "inexistência" de um processo disciplinar sobre a estudante, embora lembre que a encarregada de educação da estudante contrariou aquela informação.

Na sexta-feira, a presidente da APAS denunciou a existência de um processo disciplinar à aluna que divulgou o vídeo da lagarta num prato servido na cantina daquela escola, tendo no sábado a escola informado o ministério da Educação que não havia nenhum processo contra a estudante. Contudo, a mãe da aluna confirmou à Lusa ter sido chamada à escola e informada da instauração de uma processo disciplinar à filha.

"A Associação manifesta-se publicamente solidária para apoiar a Encarregada de Educação, caso decida encetar medidas legais para o apuramento de responsabilidades, e não perderá o foco essencial da questão que é continuar a insistir num serviço de cantina com alimentação e higiene digna das nossas crianças", lê-se na mensagem.

No texto a Associação de Pais diz ainda ter "o dever de confirmar que dois elementos da Associação testemunharam, a par de inúmeros pais que se encontravam no exterior da escola e até de elementos da estação televisiva SIC, a presença da encarregada de educação na escola na quarta-feira passada".

Mãe saiu da escola em lágrimas

Segundo a APAS, aqueles elementos "testemunharam a apreensão e o desassossego da mãe ao entrar na escola, devido à requisição imediata de comparência pela direção da escola e testemunharam a sua saída em lágrimas, devido à comunicação, de acordo com a própria, de levantamento de processo disciplinar à filha anunciado pela subdiretora da escola".

Aquela associação refere ainda que a mãe da estudante em causa "viabilizou a divulgação da informação da instauração de processo disciplinar, após lhe ter sido negada a cópia do processo disciplinar para aconselhamento jurídico".

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