Pais de jovens condutores defendem carta de condução gradual e técnica da caixa negra

46% dos pais são a favor da tecnologia da caixa negra que lhes permite controlar a conduta dos seus filhos ao volante.

Cerca de metade (46%) de todos os pais de condutores inexperientes europeus apoiam a tecnologia da caixa negra que lhes permite controlar a velocidade e comportamento da condução dos seus filhos, segundo novos dados obtidos pela Goodyear Europa, Médio Oriente e África (EMEA).

Na União Europeia (UE), o maior apoio a esta tecnologia por parte dos pais encontra-se em Itália (73%), Polónia (72%) e Roménia (72%). Fora da UE, existe um elevado apoio a esta tecnologia na Turquia (85%) e na África do Sul (79%).

A monitorização disponível no próprio veículo pode reduzir significativamente os comportamentos de risco, sobretudo no caso de condutores jovens. O estudo revelou igualmente que existe uma maior probabilidade dos condutores inexperientes melhorarem a sua condução quando sabem que estão a ser observados pelos seus pais.

Os novos dados foram obtidos na sequência de um inquérito realizado pela Goodyear junto de mais de 6.800 pais de condutores inexperientes (na faixa etária dos 16-25 anos) em 19 países. Este inquérito teve por objetivo compreender melhor as atitudes dos pais em relação à segurança rodoviária, tanto no que diz respeito ao estabelecimento de exemplo como condutores, bem como no modo como apoiam os filhos que estão a aprender a conduzir.

O estudo foi publicado no relatório da Goodyear "Driving Safety First - improving road safety for novice drivers".

“A utilização voluntária da telemática (tecnologia da caixa negra) por novos condutores ajuda-os a cumprir as regras de trânsito e refrear quaisquer ‘momentos de loucura’ que possam pensar em ter. Existem poucas objeções à sua utilização, desde que ela seja voluntária. Porém, na eventualidade de uma utilização obrigatória, isso abriria o caminho para acusações de ‘big brother’ ou talvez ‘big pais’ a observar todos os movimentos do novo condutor”, comenta John Lepine, presidente da Associação Europeia de Escolas de Condução. 

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