Pais de crianças com necessidades especiais exigem em Coimbra mais apoio

Há cerca de 13.000 crianças com necessidades especiais em Portugal sem subsídio

Cerca de meia centena de pais de crianças e jovens com necessidades educativas especiais manifestaram-se hoje em frente à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) do Centro, em Coimbra, contra a falta de apoio.

 

"Que Governo é este que ajuda a banca e corta no apoio às crianças com deficiência", questionava uma das muitas faixas que o grupo de pais, do distrito de Aveiro, segurava à frente do edifício, durante a manhã de hoje.

 

Ao lado da entrada da secção da Região Centro da DGESTE, o grupo de pais colocou uma mesa, com "bolas de cristal" e uma manequim vestida de bruxa, mas "que é uma investigadora" que "desenvolveu uma nova escala de avaliação" - "Mota and Passos Intelligence Scale for Children and Adults [analogia a uma escala de avaliação de inteligência]", ironizou Rosa Maria Menezes, da Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Educativas Especiais (APACJNAE).

 

O processo de avaliações das necessidades das crianças, desenvolvido através de um protocolo entre o ministério da Educação e o da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, é "confuso", considerou a membro da APACJNAE, salientando que o protocolo celebrado foi "criado para cortar nos apoios às crianças".

 

A representante da APACJNAE frisou que "há cerca de 13.000 crianças em Portugal" sem subsídio e que não há "sequer uma resposta aos processos".

 

"As famílias, em que a maioria dos pais está desempregada, têm grandes dificuldades em gerir o orçamento e não conseguem pagar a terapia", contou Rosa Maria Menezes.

 

É o caso de Vera Domingos, de 27 anos, mãe solteira e desempregada, que não consegue garantir a terapia de fala ao seu filho de cinco anos.

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