Nova Zelândia: Série da Netflix "13 Reasons Why" só deve ser vista por adolescentes com a supervisão de um adulto

O departamento Film & Literature Classification na Nova Zelândia alega que a série aborda temas problemáticos, como o suicídio e a violação, e como tal só deve ser vista por menores de 18 anos com a supervisão dos pais.
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A Film & Literature Classification, na Nova Zelândia, classificou a série da Netflix "13 Reasons Why" (em português, "Por Treze Razões") para maiores de 18 anos. Como tal, os menores de idade só devem ver a série com a supervisão de um adulto.

A série, baseada nos livros de Jay Asher, conta a história de Hannah, uma estudante de liceu, que se suicida e deixa 13 cassetes audio a cada uma das pessoas que estiveram envolvidas na sua vida. Cada cassete revela os acontecimentos que a levaram ao suicídio. Desde que estreou no Netflix tem sido um fenómeno de popularidade entre os adolescentes e nas redes sociais, nomeadamente no Twitter.

Para o governo da Nova Zelândia, "O programa ignora a relação entre o suicídio e a doença mental, que muitas vezes lhe está associada. Maioritariamente, as pessoas cometem suicídio porque não estão bem mentalmente, e não apenas porque foram alvo de crueldade por parte dos outros". E acrescenta que o programa não segue as diretrizes internacionais para uma representação do suicídio de forma responsável.

A Nova Zelândia tem uma das maiores taxas de suicídio, de acordo com a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Segundo um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado hoje (16/5), o suicídio e a morte acidental por automutilação foram a terceira causa de mortalidade nos adolescentes em 2015, resultando em cerca de 67.000 mortes. “A automutilação ocorre em grande parte entre os adolescentes mais velhos e, globalmente, é a segunda principal causa de morte entre as adolescentes mais velhas”, sendo a principal ou a segunda causa de morte de adolescentes na Europa e no sudeste Asiático.

O relatório, realizado em parceria com várias organizações, como a Unicef, defende que a maioria destas mortes pode ser evitada com serviços de saúde, educação e apoio social.

artigo do parceiro: Susana Krauss

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