Neonatos com baixo peso correm menos riscos de desenvolverem sépsis se forem amamentados

Em Portugal, e segundo dados do INE, em 2012 nasceram em Portugal mais de 900 crianças com Muito Baixo Peso (abaixo de 1.500 gramas), o que faz com que, proporcionalmente, este indicador tenha subido 6% face a 2011.

A alimentação precoce com leite materno reduz em 19% o risco do bebé desenvolver uma infeção bacteriana (sépsis) e se o bebé for alimentado exclusivamente desta forma nos primeiros 14 dias de vida, reduz-se em três vezes o risco dele desenvolver Enterocolite Necrosante-Neonatal (NEC). Para além destas vantagens inegáveis para a saúde do recém-nascido, caso ele esteja internado o aleitamento materno também significa uma redução significativa das despesas hospitalares, uma vez que o hospital poderá poupar até 23 mil euros por bebé internado.

Estas são as principais conclusões do estudo que a professora Paula Meier, diretora de investigação Clínica e Aleitamento da UCIN, do Rush University Medical Center (Chicago), irá apresentar no IX Simpósio Internacional de Aleitamento Materno, organizado pela Medela, que terá lugar em Madrid, nos próximos dias 4 e 5 de abril.

Para chegar a estas conclusões a professora Meier analisou, durante cinco anos, 430 mães e bebés prematuros com muito baixo peso ao nascimento, no Rush Universisty Medical Center.

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