Não faz sentido que um professor dê 20 erros ortográficos numa frase

O ministro da Educação, Nuno Crato, defende que a prova de avaliação docente é necessária para escolher os melhores professores e comentou que “não faz sentido nenhum que um professor dê 20 erros de ortografia numa frase”.
créditos: LUSA/MARIO CRUZ

Na audição regular a decorrer hoje na Assembleia da República, na comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, o ministro Nuno Crato voltou a defender a prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC) como um “instrumento importante” para escolher os melhores professores para as escolas públicas.

“Temos um número de candidatos muito superior ao número de lugares. Há algo de errado em pensar do ponto de vista dos alunos e querer os melhores professores?”, questionou o ministro, em resposta às críticas da deputada comunista Rita Rato, que afirmou que o objetivo da PACC é “achincalhar os professores contratados e dificultar o acesso à carreira”.

Nuno Crato recusou ainda, mais uma vez, que o objetivo da prova seja humilhar professores ou despedir.

Admitiu ainda que a PACC “não avalia tudo”, depois de a deputada d’Os Verdes Heloísa Apolónia afirmar que “a PACC não consegue avaliar a competência de um bom professor”, e recordar o parecer negativo dado a esta prova pelo Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa.

“Claro que não avalia tudo”, declarou o ministro, que acrescentou que “há um conjunto de pré-requisitos básicos que não se pode ensinar, por maior que seja a dedicação pedagógica”.

“Não se pode ensinar bem o que não se sabe bem”, disse.

Quase 35% dos 2.490 docentes inscritos na prova de avaliação, que entregaram um exame válido, reprovaram no teste, e quase 290 obtiveram a sua segunda reprovação, na prova realizada em dezembro passado, revelou o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE).

Mais de metade dos professores cometem erros ortográficos

Mais de 65% dos professores deu pelo menos um erro ortográfico na prova.

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