Ministro diz que é preciso “dar a volta às praxes”

O ministro do Ensino Superior avisou esta segunda-feira (06/03) que é preciso "dar a volta às praxes" tornando a "integração dos estudantes" nas universidades em momentos de "mais cultura e ciência", defendendo que essa é a "verdadeiramente a tradição académica".
créditos: MÁRIO CRUZ/LUSA

Em Braga, na Universidade do Minho para a apresentação do estudo "A praxe como Fenómeno Social", Manuel Heitor garantiu trabalho no sentido de combater a humilhação como "tradição académica".

O titular da pasta da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mostrou ainda preocupação com o financiamento de bebidas alcoólicas a algumas atividades estudantis. "Temos que dar a volta às praxes, e garantir um processo positivo de integração dos estudantes", disse. "O que o estudo mostra é que as praxes estão enraizadas e, por isso, temos que valorizar as práticas e as boas práticas de integração com mais cultura, com mais ciência por isso é verdadeiramente a tradição académica", explanou.

Manuel Heitor, que deixou como garantia que irá trabalhar "para que a humilhação não seja uma tradição académica", deixou ainda uma outra preocupação: "O que me preocupa é o financiamento da indústria de bebidas alcoólicas a algumas dessas praxes ", disse, lembrando que o financiamento público a associações académicas "está totalmente regulado". De acordo com o estudo "A praxe como Fenómeno Social", a maioria das associações académicas concorda com a existência de praxes e opõe-se a uma proibição da prática.

Recomendações do estudo

A mesma investigação aponta que o Governo deve garantir o acompanhamento jurídico e a isenção de custas judiciais de todos os estudantes que pretendam recorrer à justiça para denunciar situações passiveis de serem consideradas crime e que seja criada uma linha gratuita e permanente de apoio às vítimas.

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