Menino de Alijó publica o primeiro livro aos nove anos

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Livro

Aos nove anos, Guilherme Teles, de Alijó, publicou o seu primeiro livro intitulado “O que podemos retirar destas histórias…”, com três contos que têm os animais como protagonistas e que refletem a sua paixão precoce pela escrita.

 

Guilherme Pereira Teles, aluno do 4.º ano do primeiro ciclo do ensino básico, que frequenta no Agrupamento de Escolas de Alijó, é também um dos autores que se destaca no Dia Mundial do Livro, que se assinala na quarta-feira, dia 23.

 

O menino lançou neste mês de abril o seu primeiro livro, mas foi aos sete anos que começou a escrever e a desenhar os animais que deram vida e ilustraram “O que podemos retirar destas histórias…”, publicado pela Chiado Editora.

 

É uma verdadeira paixão pela escrita que Guilherme revela. Por isso, aos nove anos, o menino também já tem a certeza do que quer ser quando for grande: escritor e médico.

 

Para já, garante que vai continuar a escrever. “Isso mesmo, porque médico ainda não posso ser”, gracejou.

 

A mãe, Zita Teles, contou à agência Lusa que o filho “aprendeu a ler muito rapidamente”.

 

“Em cerca de dois meses ele aprendeu a ler e a escrever corretamente. É uma criança extremamente sonhadora. Gosta imenso de construir histórias. Mesmo a brincar sempre se notou muito isso”, referiu.

 

E, por isso mesmo, Zita pegou nas histórias do Guilherme e fez uma edição caseira dos seus contos que ofereceu a familiares e amigos, iniciativa que chegou ao conhecimento da representante da zona norte da Chiado Editora e foi agora publicada.

 

Mas o pequeno promete não ficar por aqui e, até ao final do ano, poderá ver publicado mais um livro com uma peça de teatro que fez para a escola.

 

Tal como todos os outros meninos da mesma idade, Guilherme gosta de jogar na consola, de ver bonecos na televisão e de ir para a rua brincar, apesar de se queixar que já há poucas crianças para lhe fazerem companhia.

 

Mas tudo isto o pequeno concilia com os estudos e os desenhos que vai fazendo e as histórias que vai inventando, muitas vezes inspirando-se nos animais lá de casa.

 

“Tenho vários animais, porque eu adoro animais. Então às vezes olho para os meus animais e penso em histórias para eles”, salientou.

 

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