Mediadores na escola reduziram chumbos de alunos em risco

A intervenção de mediadores para o sucesso escolar, no âmbito de um projeto da EPIS (Empresários pela Inclusão Social), diminuiu em 14% a probabilidade de retenção de alunos em risco.
créditos: LUSA/MARIO CRUZ

A não-reprovação de 80 alunos apoiados, segundo o estudo que será hoje apresentado na Escola Secundária Seomara da Costa Primo, na Amadora, gerou uma poupança de 400 mil euros.

A investigação realizada pelo investigador Pedro Martins, do Queen Mary University of London, analisou o impacto do programa num universo de três mil alunos de 55 escolas do 3º ciclo do ensino básico nos distritos de Lisboa e Setúbal e nos Açores, nos anos letivos de 2014/2015 e 2015/2016.

Esta análise compara o desempenho escolar de 2.311 alunos selecionados para participação ativa no programa e 648 selecionados para o grupo de controlo. Comparados os dois grupos, segundo o estudo, os alunos acompanhados pelo programa da Epis apresentam um desempenho escolar significativamente superior face aos alunos do grupo de controlo.

O primeiro grupo exibe uma diferença de 6,2 pontos percentuais nas percentagens das aprovações em ambos os anos (2014/2015- 2015/2016) o que corresponde a um aumento de 14% na probabilidade de não-retenção relacionando o estudo com o facto de os alunos com melhores perspetivas de sucesso terem participado no programa.

Projeto rentável

No que se refere à análise custo-benefício, o programa revela ganhos que se traduzem na redução da despesa pública inerentes às retenções – potencialmente de 400 mil euros, considerando um custo de cinco mil euros por aluno por ano, para 80 alunos, em dois anos.

Para o diretor-geral da EPIS, Diogo Simões Pereira, esta investigação de impacto mostra que o programa em curso melhora a vida destes jovens e reduz o insucesso.“ Acreditamos que estes resultados darão ainda mais conforto às autarquias que querem apostar em programas da EPIS”, disse adiantando que “numa altura em que Portugal recebe fundos europeus este estudo ajuda a que a metodologia em causa seja adotada por mais concelhos e escolas em todo o país”.

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