Madrastas, padrastos e enteados discutem novos modelos familiares no sábado

O primeiro Congresso de Madrastas, Padrastos e Enteados arranca já este sábado, dia 29 de novembro, às 11h00, em Lisboa. Na conferência, todos são convidados a discutir novos modelos familiares, soluções e desafios.

Ninguém gosta da palavra madrasta, padrasto ou enteado. Poucos, pelo menos, gostarão. Não soam nada bem ao ouvido e, na verdade, até a Disney ajudou a tramar as madrastas.

Por isso, esta é a oportunidade certa para colocar as perguntas para as quais tenta há muito encontrar respostas. Sem tabus.

“Trata-se de um tema muito informal, mas espero que com muito conteúdo”, declarou à agência Lusa Fernando Alvim, promotor da iniciativa, explicando que a ideia surgiu depois de várias conversas que foi tendo com amigos e convidados dos seus programas de rádio.

Apesar de não ser padrasto ou enteado e de não ter familiares na mesma situação, Fernando Alvim explicou que o facto de ter vários amigos que falam "desta problemática” fez-lhe sentido e despertou-lhe o interesse para aprofundar o assunto, já que é “um tema do qual não se fala muito”

O radialista adiantou à Lusa que chegou à conclusão, juntamente com outras pessoas, de que “a Disney tem uma cota de responsabilidade na forma e no tom depreciativo com que as madrastas ficaram para o mundo”.

Esse é precisamente um dos temas do painel de abertura do Congresso: “Porque é que a Disney tramou as madrastas?”, e para responder a essa questão foram convidados, entre outros, os psicólogos António Alvim e Joana Amaral Dias.

Fernando Alvim distinguiu que, tanto as princesas Cinderela, como a Branca de Neve, tiveram “duas madrastas malévolas” e que nos filmes de animação de Walt Disney foram sempre representadas “como pessoas más”, imagem que terá passado para a sociedade.

Meio a brincar, meio a sério, Fernando Alvim disse que pretende trazer a questão para a ordem do dia, destacando que, "as próprias madrastas – mais que os padrastos – tentam disfarçar a conotação negativa do termo, encontrando subterfúgios vários, entre os quais, assinando como ‘boadrasta’, por exemplo.

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