Livros portugueses para a infância premiados na Feira de Bolonha

Os livros “Lá fora”, das biólogas Maria Dias e Inês Rosário, e “Hoje sinto-me…”, de Madalena Moniz, foram distinguidos no âmbito da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que decorrerá em março em Itália.
créditos: Lusa

De acordo com a editora Planeta Tangerina, “Lá fora – Um guia para descobrir a natureza” foi eleito o melhor livro na categoria “Primeira obra” (“Opera Prima”). “Hoje sinto-me…”, escrito e ilustrado por Madalena Moniz, teve uma menção honrosa na mesma categoria, revelou a editora Orfeu Negro.

A Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, criada em 1964, é um espaço de compra e venda de direitos de livros, mas também inclui exposições de ilustração e distingue os melhores livros editado em todo o mundo em quatro categorias: "Ficção", "Não Ficção", "Novos horizontes" e "Primeira obra", às quais se junta um prémio para livros e aplicações em digital.

Os prémios representam um momento de mediatização internacional dos livros distinguidos e com menções honrosas, assim como das respetivas editoras.

"Lá Fora – um guia para descobrir a natureza", primeira obra das biólogas Maria Dias e Inês Rosário, é um livro informativo que convida pais e filhos, crianças e adultos a saírem de casa e a entrarem na natureza que os rodeia, seja na cidade, seja no campo.

Profusamente ilustrado por Bernardo Carvalho, o livro reparte-se por capítulos dedicados às aves, aos mamíferos, aos répteis, às flores, ao céu ou ao mar, à praia e às poças de maré, mas também aos bichinhos que vivem nos jardins e nos quintais.

A par das descrições sobre tipos de paisagens que se podem encontrar em Portugal – florestas, bosques, montanhas, escarpas, lagoas, albufeiras – o guia apresenta informação detalhada sobre animais e plantas, dá indicações do que vestir e levar quando se explora a natureza e inclui atividades para os mais novos.

"A ideia é partilhar o gosto em aprender através da observação, de atividades simples e do raciocínio. Isso pode ser feito tanto vivendo dentro de um parque natural como vivendo num prédio de uma grande cidade. No extremo, até pode ser feito dentro de casa, observando as flores dos vasos, ou as abelhas que as visitam", explicou Maria Dias, à agência Lusa, quando o livro saiu em 2014.

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