Interior vai perder um terço da população em 25 anos

A manter-se a fecundidade atual e não havendo migrações, apenas as regiões do Cávado, Lisboa, Setúbal e Algarve não perdem população até 2040 e o interior irá perder um terço da população, segundo investigadores da Universidade de Aveiro (UA).
créditos: LUSA

As projeções constam das conclusões do projeto DEMOSPIN, agora divulgado em livro, com o título “A Demografia e o País: Previsões Cristalinas sem Bola de Cristal”, da autoria dos investigadores da UA Eduardo Anselmo Castro, José Manuel Martins e Carlos Silva.

De acordo com a metodologia seguida no livro e considerando o mais favorável de três cenários apresentados, no litoral português apenas as regiões do Cávado, Lisboa, Setúbal e Algarve podem não perder população.

Na faixa do interior do país que vai desde Trás-os-Montes ao Alentejo, a manter-se a atual tendência da evolução do índice de fecundidade em Portugal e não havendo migrações, as previsões apontam para a perda de aproximadamente um terço da população atual, em 2040.

O livro, editado pela Gradiva, propõe uma nova abordagem para as previsões demográficas, relacionando os indicadores da população com a evolução da economia.

“Os estudos de prospetiva são escassos em Portugal, navega-se demasiado à vista”, comenta em nota de imprensa Eduardo Anselmo Castro.

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