Há falta de docentes para avaliar exames do secundário

O Júri Nacional de Exames defende um aumento do número de professores classificadores, lembrando que menos de sete mil docentes corrigiram as mais de 322 mil provas do ensino secundário realizadas no ano passado.
créditos: LUSA/MARIO CRUZ

No relatório sobre o “Processo de Avaliação Externa da Aprendizagem – Provas Finais de Ciclo/Exames Nacionais 2104”, o Júri Nacional de Exames (JNE) alerta para problemas encontrados na bolsa de classificadores do secundário: tem poucos professores inscritos e há dados desatualizados.

No ano passado, os alunos do secundário realizaram, na primeira fase, 322.123 provas, mas “no processo de classificação dos exames finais nacionais estiveram envolvidos 6.919 docentes pertencentes à Bolsa de Classificadores”, refere o JNE no documento divulgado esta semana.

Por isso, o JNE recomenda o aumento do número de professores classificadores, lembrando que permitiria reduzir a quantidade de provas por classificador, que podem ser 60, um número considerado “excessivo, tendo em conta o tempo disponível para o processo de classificação”.

Outro dos problemas prende-se com a falta de atualização da bolsa de classificadores, que permite a escolha de professores para avaliar conhecimentos de uma determinada disciplina quando estão a dar aulas a outras disciplinas ou em outros níveis de ensino.

“A bolsa deveria ser reformulada e deveria ser atualizada anualmente, tendo em conta que alguns dos docentes que a integram, apesar da formação, não têm contacto funcional com os respetivos programas curriculares para os quais foram designados como professores classificadores, enquanto outros professores que nos últimos quatro anos lecionaram o ano/disciplina de exame continuam a não pertencer à bolsa, embora muitas vezes manifestem esse desejo”, defende o JNE.

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