Há cada vez mais famílias a precisar de ajuda em Coimbra

O Centro de Acolhimento João Paulo II, de Coimbra, prevê um aumento de "pelo menos" 20% em 2014 no número de famílias apoiadas e rejeita a ideia de que a crise tenha acabado.

Esta instituição de solidariedade social apoiou nos primeiros oito meses de 2014 230 famílias, representando já um aumento de quase 15% face a 2013, em que foram apoiadas 202 famílias, estando os pedidos de ajuda relacionados "com o desemprego e carências económicas", afirmou o presidente do Centro de Acolhimento João Paulo II, Armando Garcia.

"O número de casos tem vindo a aumentar e a taxa de desemprego desce, mas no terreno e nas pessoas que nos procuram não sentimos nenhuma diminuição", sublinhou o responsável, apontando para um novo perfil das famílias apoiadas, "que já viveram bem".

O desemprego a longo prazo, a diminuição ou ausência de apoios como o Rendimento Social de Inserção são também outro problema das pessoas que procuram ajuda no Centro de Acolhimento, frisou Armando Garcia, referindo que a situação de pobreza leva a que depois também haja "complicações do foro psicológico".

"Muitas ou não têm qualquer apoio social ou viram-no cada vez mais reduzido", alertou.

Casos de fome

Na instituição, chegam casos de pessoas que dizem que "estão com fome, que não têm nada para dar de comer aos filhos", referiu, acrescentando que surgem diversos pedidos de apoio, seja para "rendas, água, luz, gás, medicação, alimentação, vestuário ou para propinas".

"A crise continua a observar-se todos os dias. Não é preciso grande esforço para chegar a essa conclusão", realçou Armando Garcia.

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