Grávidas faltam a consultas por falta de dinheiro

Médicos de saúde materna mostram-se preocupados com os riscos que as grávidas poderão correr.

O alerta é dos médicos de saúde materna que dizem que há grávidas de algum risco que não vão às consultas. É uma das preocupações que vão transmitir esta quarta-feira ao ministro da Saúde, avança a TSF.

 

Em declarações à TSF, o presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente mostra-se preocupado com o acesso aos cuidados de saúde de algumas futuras mães.

 

«Sabemos hoje que há grávidas que são detetadas com algum risco, que são sinalizadas para os hospitais, e que por dificuldades económicas acabam por não estar presentes nessas consultas», afirma.

 

Bilhota Xavier sublinha que foram muitos os avanços das últimas décadas, mas admite que o problema é o futuro: as consequências da crise, os cortes na despesa pública e a queda de nascimentos.

 

«Outro problema sério», diz, «é o adiamento da maternidade». As portuguesas têm filhos cada vez mais tarde, sendo que «uma em cada quatro mães tem mais de 35 anos», lamenta o especialista.

 

Os médicos que trabalham com os mais novos também estão preocupados com a saúde dos adolescentes. Os especialistas pedem isenções do pagamento de taxas moderadoras, nos centros de saúde, para todos os jovens até aos 18 anos.

 

A Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente sublinha que os números são preocupantes: apenas 35 por cento dos jovens tiveram, aos 13 anos, uma consulta de vigilância.

 

Médicos especialistas de todo o país encontram-se esta quarta-feira em Lisboa numa reunião que será encerrada pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo.

 

 

Maria João Pratt

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