Governo quer combate à discriminação racial nos currículos da escola

O Governo quer abrir um debate nacional sobre a menor participação social, cultural e política de comunidades como a cigana ou de afrodescendentes e pretende introduzir nos currículos escolares o combate à discriminação racial.
créditos: AFP

“Vamos organizar um debate sobre participação social, cultural e política de comunidades como afrodescendentes ou cigana. Temos de por estes temas, sem complexos e sem preconceitos, na agenda do debate político”, afirmou o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita.

O ministro e a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, reuniram-se hoje com associações e entidades que trabalham na área do racismo, minorias étnicas e discriminação, no dia em que entra em vigor a nova Lei para a Prevenção, Proibição e Combate à Discriminação.

No final da reunião, Eduardo Cabrita afirmou à agência Lusa que, em termos de discriminação racial, “Portugal compara bastante bem” com outros países, mas admitiu existirem problemas, nomeadamente em relação a afrodescendentes ou à comunidade cigana. “São tão portugueses como eu. Existem em Portugal há longos séculos, não são imigrantes, esse é outro tema. E são comunidades relativamente às quais, com mais frequência, se verificam fenómenos que as políticas públicas deverão ativamente combater”, declarou.

Além de não esconder os problemas que existem e de ativamente combater a discriminação racial, o ministro considera que é preciso afirmar casos de sucesso: “Temos, todos os portugueses, o mesmo orgulho quando um golo da seleção é marcado pelo Quaresma, pelo Éder ou pelo Ronaldo”.

Comunidades afrodescendentes e cigana pouco representadas

Sobre a participação política, estando o país a menos de um mês das eleições autárquicas, Eduardo Cabrita alerta que as comunidades de afrodescendentes ou cigana “continuarão a ser pouco representadas nas estruturas do poder local”, independente dos resultados que se apurem.

Também em relação à educação, o ministro assume que é necessário fazer mais, trabalhando no acesso igualitário e na efetiva frequência do ensino.

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