Fármaco promissor pode tratar leucemia aguda comum na infância

Um estudo australiano mostra que um novo composto experimental já utilizado com segurança em ensaios clínicos em adultos com leucemia pode vir a assumir-se como uma grande promessa para algumas crianças com um tipo de cancro do sangue conhecido como leucemia linfoblástica aguda (LLA).
créditos: AFP

Richard Lock e Donya Moradi Manesh, do Instituto do Cancro Infantil da Austrália, mostraram que o composto PR-1042 foi eficaz em modelos laboratoriais com leucemia linfoblástica aguda de células T.

Os resultados publicados na prestigiada revista Blood indicam que o PR-104 foi testado ao abrigo de um Programa de Testes pré-clínico pediátricos, um consórcio financiado pelo Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos (NCI) para acelerar o desenvolvimento de novos fármacos para tratar crianças com tumores mais agressivos.

O investigador Richard Lock explica que o PR-104 revelou-se muito eficaz a combater a leucemia linfoblástica aguda de células T, mas muito menos eficaz contra as leucemias de células B.

A equipa observou que o subtipo de células T expressa elevados níveis da enzima AKR1C3, que é facilmente alvejada pelo composto PR-104. Numa próxima fase, os investigadores querem descobrir o que ativa esta enzima nas células T, com o intuito de encontrar uma forma de ativar esta enzima nas células B, tornando a doença das células B igualmente sensível ao fármaco.

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