Famílias estão outra vez a poupar mais

A taxa de poupança das famílias parece ter estabilizado em torno dos 10% do rendimento disponível, recuperando dos valores registados em 2011, ano em que se situou em 7,5%.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de poupança, que em 2009 era de 10,4%, caiu para os 7,5% em 2011, o ano em que Portugal recorreu a ajuda financeira externa, tendo depois iniciado um processo de recuperação.

Em 2012, as famílias portuguesas pouparam 9,5% do seu rendimento disponível e, no ano seguinte, a taxa de poupança voltou a subir, para os 9,9%.

Os números mais recentes indicam que a taxa de poupança recuperou no segundo trimestre de 2014, tendo passado dos 9,6% no ano terminado em março para os 10,1% nos 12 meses concluídos em junho, segundo dados do INE.

O ano em que a poupança das famílias mais caiu foi de facto o de 2011, tendo a taxa de poupança recuado para os 7,4% do rendimento disponível no ano terminado no terceiro trimestre de 2011.

No entanto, nos trimestres seguintes, a poupança das famílias inverteu a trajetória de queda e começou a recuperar, tendo atingido os 9,7% nos 12 meses concluídos em setembro de 2012 e os 10,1% no ano terminado em junho de 2013.

Mais depósitos

Segundo o Banco de Portugal (BdP), os depósitos dos particulares nos bancos comerciais, um dos instrumentos de poupança mais comuns, estão acima dos 130 mil milhões de euros desde novembro de 2012, mês em que as famílias tinham depositado 130.158 milhões de euros.

Os números mais recentes são de agosto deste ano e indicam que os portugueses tinham depósitos no valor global de 133.767 milhões de euros nesse mês, mais 1.694 milhões de euros do que em agosto de 2013.

Nos primeiros oito meses de 2014, o montante investido em depósitos aumentou 1.522 milhões de euros, uma vez que, no final de 2013, os portugueses tinham investido 132.245 milhões de euros neste instrumento de poupança, de acordo com o BdP.

O Dia Mundial da Poupança celebra-se a 31 de outubro e foi criado em 1924, no I Congresso Internacional de Economia, realizado na cidade italiana de Milão.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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