A toma acidental de medicamentos por crianças é a principal causa de envenenamento infantil, segundo um estudo da University of Colorado School of Medicine, nos Estados Unidos da América (EUA). Nos casos de envenenamento participados e analisados durante três anos e meio, mais de nove mil crianças ingeriram analgésicos acidentalmente. A média de idades situa-se no dois anos, altura em que os pequenos se dedicam a percorrer toda a casa.

A melhor forma de prevenção é, defendem os especialistas, reunir os medicamentos numa caixa fechada a cadeado, fora do alcance das crianças. Muitos vão ao ponto de também pedir para evitar o contacto das crianças com brinquedos que pertenceram aos pais. De acordo com um outro estudo, divulgado pelo Journal of Environmental Health, muitos dos objetos lúdicos com que estes brincavam nas décadas de 1970 e 1980 contêm substâncias tóxicas.

Os investigadores da Saint Ambrose University, nos EUA, garantem que muitos dos brinquedos dessa altura integram chumbo na sua composição, além de outros metais pesados, muitas vezes misturados com o plástico e com o vinil, como é o caso do cádmio e até do arsénico. As experiências laboratoriais levadas a cabo concluíram que um em cada quatro objetos da época monitorizados apresentava níveis de chumbo mais de dez vezes superiores aos autorizados.