Estudantes de Coimbra criam mural de reivindicações para melhor ação social

Estudantes da Universidade de Coimbra criaram hoje um mural de reivindicações para exigir a reabertura das cantinas que encerraram nos últimos três anos e melhores condições na restante ação social.
créditos: LUSA/PAULO NOVAIS

"É inadmissível que tenham encerrado quatro cantinas em três anos", criticou João Pinto Ângelo, estudante que apresentou a moção em assembleia magna para a criação do mural, referindo que as filas são longas e a qualidade decresceu.

Para além desta exigência, a iniciativa serve também para reivindicar "melhores condições de funcionamento" das residências universitárias e mais bolsas.

"As bolsas são insuficientes e as propinas são o entrave máximo à entrada de jovens no ensino superior", comentou, sublinhando que a "luta tem de continuar".

À entrada das cantinas azuis, os estudantes afixaram um cartaz onde foram colados pratos de plásticos com mensagens de protesto dos alunos que passavam por aquele local.

No mural, podia ler-se "mais opções de escolha", "e as amarelas? [alusão ao fecho dessas cantinas]", "quero almoçar e ir às aulas", "esperar uma hora nas cantinas não é ação social" e "propinas a subir, cantinas a fechar".

João Pinto Ângelo criticou ainda a fraca mobilização da direção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC) para esta iniciativa.

"Disponibilizaram o material, mas não entraram em contacto com os estudantes", disse, referindo ainda a falta de ajuda "na mobilização".

Bruno Matias, presidente da AAC, afirmou que a direção-geral fez um "trabalho de parceria", notando que não estavam mais elementos da AAC no protesto por terem de estar na Praça da Canção, na preparação da Festa das Latas.

Sobre a iniciativa, Bruno Matias considerou que esta pretende "alertar a universidade" para uma ação social que "se tem vindo a degradar".

O dirigente estudantil realçou que há apenas "duas cantinas a funcionar no polo I da universidade", avançando que, no futuro, a AAC pode avançar com uma "postura mais forte".

"Não estamos disponíveis para mais cortes", frisou.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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