Dois portugueses partem hoje para ir buscar famílias refugiadas

Dois portugueses partem hoje com o objetivo de trazer duas famílias refugiadas para Portugal, uma missão que aos olhos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) comporta alguns riscos, mas que outros veem como um procedimento possível de acolhimento.
créditos: EPA/NAKE BATEV

A ideia é de dois amigos que se conhecem já há bastantes anos, ambos pais de quatro filhos, que se sentiram “extremamente indignados” com tudo o que está a passar com os refugiados na Europa, mas também envergonhados por não estarem a fazer nada por aquelas pessoas.

Entre trocas de mensagens, um lançou o desafio ao outro: “Ele deixou subliminar que nós podíamos ir lá de carro buscar uma família e eu disse-lhe que tinha feito a revisão ao meu carro e que estava pronto para ir”, contou Nuno Félix.

Quanto ao objetivo, é claro e está bem definido para estes dois amigos, que só querem que esta missão seja bem-sucedida.

“Cada um de nós traga uma família como a nossa para Portugal, para viver nas condições em que vivemos. Boas ou más, são bastante melhores do que aquelas em que eles se encontram e para isso vamos contar com o apoio e com a colaboração de ONG [Organizações não Governamentais] que estão no terreno neste momento a ajudar os refugiados”, adiantou Nuno Félix.

Acrescentou que serão estas ONG, no caso a Cáritas Internacional, a indicar para que país em concreto é que os dois se devem dirigir, em que momento e a sinalizar que famílias estão dispostas a vir voluntariamente para Portugal.

Contactado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) alertou para “os riscos que a iniciativa individual comporta”.

De acordo com o SEF, os riscos têm que ver com “a questão da documentação dos refugiados, sendo que para deslocação até território nacional os cidadãos estrangeiros estão sujeitos às regras Schengen e à lei nacional sobre vistos”.

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