Cientista portuguesa premiada defende mais abertura da indústria aos jovens

A indústria portuguesa devia apostar mais nos jovens cientistas, defendeu a doutoranda Joana Branco dos Santos, que participou na equipa vencedora de uma competição nacional britânica de empreendedorismo para investigadores de ciências biotecnológicas.
créditos: AFP

A equipa, formada por mais três colegas britânicos e uma nepalesa, idealizou a produção natural de grãos de café sem cafeína, o que substituiria o processo de descafeinação.

"Criámos uma empresa fictícia, mas com um plano de negócios real e um estudo de mercado", contou à agência Lusa.

A competição, intitulada Biotechnology Young Entrepreneurs Scheme (YES), foi coorganizada pela Universidade de Nottingham, o Conselho de Investigação de Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC na sigla inglesa) e o Conselho de Investigação do Ambiente Natural (NERC).

Em paralelo, decorreu outra direcionada às ciências ambientais.

Ao longo das competições, as equipas receberam conselhos e ajuda de mentores e oradores convidados sobre temas como propriedade intelectual, planeamento financeiro e marketing para desenvolver as capacidades dos participantes em empreendedorismo, negócios e comercialização.

Após as eliminatórias regionais, as respetivas equipas vencedoras disputaram uma final na terça-feira em Londres perante um júri de peritos onde tiveram de apresentar o projeto e responder a perguntas.

O objetivo é promover cientistas em início da carreira a desenvolver capacidades e aprender a planear o seu trabalho de investigação para fins comerciais, explicou Joana Santos.

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