Cantinas escolares. Falta de fiscalização deixa alunos em risco, diz bastonária dos Nutricionistas

A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas alertou hoje para a falta de vigilância das refeições escolares, lembrando que existem casos alarmantes que podem pôr em risco a saúde futura dos alunos.
créditos: TIAGO PETINGA/LUSA

A posição da bastonária Alexandra Bento surge após denúncias de associações de pais sobre má qualidade e pouca quantidade de alimentos fornecidos pelas cantinas.

Alexandra Bento disse não ter ficado surpreendida com a notícia, que veio confirmar vários estudos nacionais que revelam casos de escolas onde “a qualidade das refeições apresenta problemas graves”.

A denúncia partiu da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (Ferlap), que recebeu fotografias tiradas por estudantes de escolas de Oeiras, Amadora e Odivelas com imagens como um prato com rissóis que não foram fritos ou com doses claramente insuficientes.

Existem regras definidas, mas não são fiscalizadas

Existem referenciais para o que é disponibilizado nas cantinas e bares “que podem ser melhorados, mas a grande preocupação é o cumprimento dessas regras e a falta de fiscalização”, sublinhou a bastonária em declarações à Lusa. “O que se verifica em algumas escolas é alarmante e esta é uma questão prioritária. O perigo para as crianças é imenso. Estamos a falar na saúde futura das nossas crianças”, alertou.

Contactado pela Lusa, o gabinete do Ministério da Educação explicou que cabe às direções escolares “a responsabilidade diária pelo refeitório e todo o seu acompanhamento, garantindo o seu bom funcionamento”.

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