Banco Alimentar com carência de alimentos lácteos para recém-nascidos e crianças no Algarve

Existe uma grande carência de produtos como leite em pó, papas e farinhas lácteas, que quase não entram nos armazéns do Banco Alimentar

O presidente do Banco Alimentar contra a Fome no Algarve alertou hoje para a dificuldade em obter alimentos lácteos, produtos caros e que raramente são doados à instituição, para distribuir às famílias com recém-nascidos e crianças.

 

Em declarações à agência Lusa, Nuno Alves afirmou que existe uma grande carência deste tipo de produtos - leite em pó, papas e farinhas lácteas -, que quase não entram nos armazéns do Banco Alimentar, representando cerca de 1% dos alimentos recolhidos nas campanhas anuais da instituição.

 

"Há famílias com crianças e sem capacidade financeira para comprar esse tipo de produtos", alertou, sublinhando que a situação é preocupante em concelhos como Faro, Olhão, Loulé e Portimão e estimando que poderão haver no distrito 1.000 crianças, entre os 0 e os 3 anos, com esta carência.

 

Segundo aquele responsável, as pessoas que doam alimentos, por vezes, preferem dar mais quantidade, por "ficarem com a sensação de que estão a ajudar mais pessoas", do que poucos alimentos e mais caros, como é o caso dos produtos lácteos.

 

"Nós temos procurado alternativas para conseguir garantir, pelo menos, às instituições que nos pedem, porque se é caro para quem dá, também é caro para quem compra", resumiu Nuno Alves.

 

Para tentar colmatar essa carência, foi lançado no final do ano passado o projeto "Separar para alimentar", que prevê que, por cada tonelada de embalagens encaminhadas para reciclagem, sejam adquiridos bens alimentares para crianças.

 

As embalagens - de plástico, metal ou de cartão para alimentos líquidos - podem ser entregues nos ecocentros da Algar existentes na região ou em contentores identificados no Banco Alimentar, durante o período de um ano.

 

A campanha, que irá beneficiar o Banco Alimentar do Algarve, resulta de um protocolo entre a associação Entreajuda e a empresa responsável pela valorização e tratamento de resíduos sólidos no Algarve, a Algar.

 

Nuno Alves salientou que podem ser entregues todo o tipo de embalagens que se destinem ao ecoponto amarelo, desde sacos de plástico, a garrafas de água ou sumos, latas e embalagens de cartão, como por exemplo, pacotes de leite e de natas.

 

Lusa

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