ARS assegura ecografias em resposta à falta de médicos em Faro

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve disse à Lusa que vai adquirir serviços para assegurar ecografias a grávidas a que o Hospital de Faro não consegue atualmente dar resposta por falta de especialistas.
créditos: AFP PHOTO / FRED DUFOUR

“Pese embora o Centro Hospitalar do Algarve [CHA] se encontre a procurar soluções internamente para colmatar estas limitações e conseguir dar resposta atempadamente, a ARS/Algarve já tem em preparação um procedimento de aquisição de serviços para possibilitar que as ecografias destas utentes possam ser realizadas, em caso de necessidade, noutras entidades prestadoras da região, de modo a assegurar o acesso aos cuidados de saúde a todas as grávidas”, refere, numa resposta à Lusa.

A direção clínica do Hospital de Faro informou recentemente os centros de saúde da região que ficou inesperada e temporariamente sem quatro obstetras e não consegue assegurar todos os serviços de acompanhamento de grávidas, uma situação descrita pelo presidente do conselho de administração do CHA como "constrangimento transitório".

Em causa estão as consultas de medicina materno-fetal, a consulta de referenciação às 38 semanas e as ecografias de segundo semestre, que Pedro Nunes disse poderem ser realizadas, por exemplo, em estabelecimentos privados convencionados com o serviço público, sem prejuízo para as utentes.

O responsável vincou que “não há nenhum risco para ninguém” e que há uma falha de interpretação da comunicação enviada pela direção clínica do Hospital de Faro aos centros de saúde e que foi divulgada hoje no jornal Público e no Sul Informação.

“O que a diretora clínica do hospital fez foi alertar os cuidados de saúde primários para este constrangimento transitório […] no hospital, de modo a tentar encontrar forma de responder às necessidades sem sobrecarregar ainda mais o hospital e pôr em causa o funcionamento de áreas imprescindíveis de serem realizadas no hospital, como sejam as maternidades”, acrescentou.

A ARS/Algarve aponta ainda que estão abertos concursos públicos para a contratação de recursos humanos de várias categorias profissionais com vista ao regular funcionamento do CHA e que estão autorizadas as prestações de serviços solicitadas para fazer face aos constrangimentos vindos a público sobre os serviços de obstetrícia.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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