Arranque tardio do ano letivo com problemas

O ano letivo arrancou esta segunda-feira com os mesmos problemas que no ano passado, mas sem o erro técnico, denuncia a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), revelando que há turmas que misturam alunos do 1.º, 3.º e 4.ºanos.
créditos: TIAGO PETINGA/LUSA

Numa conferência de imprensa que decorreu hoje no Porto, Mário Nogueira, do Secretariado Nacional da FENPROF, repetiu várias vezes que o ano letivo de 2015/2016 começou da mesma maneira que o do ano passado, mas sem o erro técnico de 2014/2015 que instalou a confusão na colocação de professores e que atingiu a “dimensão de tragédia”, com professores a serem colocados quase só no final do primeiro período.

Em alguns casos, o ano letivo deste ano começa mesmo pior do que no ano passado, diz Mário Nogueira, especificando que a Fenprof identificou três problemas graves, que são a falta de professores para apoiar alunos com necessidades educativas especiais, a falta de assistentes operacionais (auxiliares de educação) e o atraso na colocação de docentes.

“O problema da colocação de professores foi disfarçado com a abertura tardia das aulas”, justifica o sindicalista, reiterando que se o ano letivo tivesse iniciado dia 15 – como normalmente – Portugal ia viver um problema semelhante ao do ano passado com falta de professores nas escolas.

“A prova de que, mais uma vez, as colocações se atrasaram foi que no dia 16 (…) ainda foram colocados 2.404 professores, os quais, por só agora serem colocados, estão hoje a iniciar a sua atividade com os alunos sem terem podido participar em todo o trabalho de preparação do ano letivo”, revela Mário Nogueira.

Alunos de anos diferentes misturados

Mário Nogueira afirmou que hoje, as escolas dão “menores” e “piores” respostas com o corte de três mil milhões de euros do atual governo realizou e lembrou, por exemplo que no Agrupamento de Escolas Professor António Natividade, no município de Mesão Frio, há uma turma onde misturaram alunos do 1.º, 3.º e 4.º anos de escolaridade.

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