41% das gravidezes a nível mundial não são planeadas

26 de Setembro é Dia Mundial da Contraceção (DMC), uma data assinalada desde 2007.

O Dia Mundial da Contraceção uma data assinalada desde 2007 por 11 ONG internacionais e sociedades médicas e científicas que criaram o movimento Your Life e assumiram como missão reforçar o nível de conhecimento sobre os métodos contracetivos existentes para que a população mais jovem possa fazer escolhas informadas relativamente à sua saúde sexual e reprodutiva.

 

Este ano, o movimento Your Life volta a afirmar que conhecer as opções sobre contraceção é fundamental para planear a vida e o futuro, sendo igualmente um imperativo para reduzir as mais de 80 milhões de gravidezes anuais não planeadas e as perto de 16 milhões de adolescentes que se tornam mães todos os anos.

 

Mais informação permitiria igualmente diminuir a incidência das infeções sexualmente transmissíveis (IST) que infetam anualmente uma em cada 20 adolescentes. As IST afetam as mulheres e jovens adolescentes de forma desproporcional e a idade em que as mulheres são infetadas está a baixar.

 

Apesar de haver cada vez mais informação disponível sobre sexualidade e contraceção, os múltiplos dados recolhidos pelo movimento Your Life e resultantes de mais de uma dezena de estudos, confirmam que há ainda um longo caminho a percorrer para chegar a um patamar em que cada um esteja consciente das suas opções de contraceção, no qual cada gravidez possa ser uma gravidez desejada e em que as infeções sexualmente transmissíveis sejam, de facto, prevenidas.

 

Mesmo em países desenvolvidos, estima-se que perto de um quarto da população (23%) continua a escolher a sua contraceção sem conhecer as várias opções existentes. Cerca de um quarto dos jovens (23 %de raparigas e rapazes) admite ter dúvidas sobre contraceção e saúde sexual que não se encontram esclarecidas e quase metade das jovens mulheres (44% com idade entre os 16 e os 24 anos) desconhece se a contraceção que usa é a mais adequada à sua idade e ao seu estilo de vida.

 

A vergonha ainda constitui um fator de risco para o comportamento sexual dos jovens, o que significa que estes continuam a apresentar alguma resistência na sua procura de informação e conselhos sobre sexo e contraceção.

 

Os comportamentos parecem igualmente revelar algum alheamento sobre os riscos que comportam, uma vez que 44 por cento dos jovens assume dar prioridade à higiene pessoal (duche, depilação, perfume…) face à contraceção quando se prepara para um encontro que possa envolver sexo.

 

 

Maria João Pratt

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