Quais as análises que deve realizar durante a gravidez?

A saúde da mãe e do feto deve ser acompanhada durante toda a gravidez

Após confirmação da gestação, o médico assistente poderá prescrever uma série de análises que visam verificar o estado de saúde geral da grávida e garantir uma gravidez segura.

Do ponto de vista médico, o período de gravidez é dividido em 3 trimestres, nos quais são realizadas análises próprias. As mais específicas têm como objetivo avaliar a imunização para a Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus ou possíveis infeções que surjam no decorrer da gravidez, de modo a salvaguardar o bem-estar da mãe e do feto. É também efetuada a pesquisa do vírus da Hepatite B, da Sífilis e do vírus da SIDA (VIH).

A avaliação dos níveis de glicémia e despiste da diabetes gestacional são também um parâmetro importantíssimo, uma vez que elevados níveis podem despoletar problemas no desenvolvimento e crescimento do feto.

As análises de urina são também tidas em consideração durante a gravidez, constituindo um excelente indicador do bom funcionamento renal. A cultura de urina deteta também as possíveis infeções urinárias, que na grávida são muitas vezes assintomáticas.

O Hemograma Completo é também uma importante e obrigatória análise na gravidez, solicitada entre 1ª e 8ª semana de gestação, e analisa o sangue em circulação no corpo da grávida para determinar a quantidade de glóbulos vermelhos e a reserva de ferro, despistando assim vários tipos de anemias, como por exemplo as ferropénicas, causadas pela deficiência de ferro.

Durante a gravidez é ainda fulcral a determinação do grupo sanguíneo e fator Rh, de forma a verificar a incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, uma vez que a incompatibilidade causa a destruição dos glóbulos vermelhos no feto, o que afeta a sua sobrevivência. O fator Rh torna-se importante se a mãe for Rh negativo e o feto for Rh positivo, o que pode ocorrer caso o pai seja Rh positivo e o bebé herde esta característica. Nestas situações, se o sangue do feto entrar na corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico desta pode reagir contra o antígeno D do sangue do bebé e produzir anticorpos contra ele.

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