Os mitos que ainda impedem muitos casais de desfrutar do sexo durante a gravidez

Um inquérito da Parole de Mamans Academy apurou que, em média, 35% dos futuros pais desistem das relações sexuais por medo. Desmistifique algumas ideias e aceite alguns conselhos.

Apenas 65% dos casais não altera significativamente o ritmo da atividade sexual durante a gravidez, afirma um estudo da Parole de Mamans Academy, uma plataforma de de e-learning parental, que inquiriu 455 voluntários em meados de 2016. No entanto, ao contrário do que muitos casais ainda julgam, os nove meses de gravidez não têm que ser sinónimo de abstinência sexual. Muito pelo contrário!

Apesar das limitações inerentes ao novo estado da mulher, esta até se apresenta com um maior apetite a este nível, em função das alterações hormonais que o seu organismo está a sofrer. Desde que tenha algum cuidado, o casal pode, por isso, desfrutar esta fase com bastante intensidade. Estes são alguns dos mitos que ainda perduram e que nem sempre fazem sentido.

Desmistifique estas situações e adapte-se a elas para tirar prazer das suas relações sexuais. Estes são alguns dos mitos que ainda condicionam a vida sexual de muitos casais:

- O receio de fazer mal ao bebé

Caso não haja qualquer contraindicação médica e a gestação for normal, o casal pode e deve viver a sua sexualidade plenamente. As relações sexuais não provocam aborto nem magoam o feto, garantem os especialistas. Na verdade, o bebé está protegido, dentro do útero, selado por uma espessa placa mucosa que se mantém fixa até pouco antes do parto, pelo líquido amniótico e pela membrana amniótica.

- Os riscos da penetração

A penetração não envolve riscos, embora deva ser suave para evitar o desconforto. Ainda assim, especialmente no final da gravidez, uma penetração profunda pode dar origem a uma hemorragia, já que o colo uterino prepara-se para o parto. Daí que se recomende evitar esse tipo de penetração, especialmente nesta fase da gravidez.

- Quando o orgasmo é desaconselhado

Durante o orgasmo, é normal que o útero se contraia, o que no caso de uma gravidez normal não representa perigo. Já numa gravidez de alto risco, uma situação menos comum, pode ser desaconselhado que a mulher atinja o orgasmo dado o risco de aborto espontâneo ou de parto prematuro.

- Ritmo cardíaco acelerado

É normal que depois do orgasmo a mulher sinta um aceleramento do ritmo cardíaco e o bebé a mexer-se. Trata-se de um reflexo da atividade hormonal e uterina que não deve ser alvo de preocupação exagerada. As cólicas após o orgasmo não acarretam perigos numa gravidez normal e podem ser atenuadas com a ajuda do parceiro que pode aplicar uma massagem suave na parte de baixo das costas da mulher.

Ainda assim, caso, após as relações sexuais, surjam sintomas que não sejam habituais, nomeadamente dor, corrimento, hemorragia ou contracções, deve partilhá-las de imediato com o seu médico, para garantir que está tudo bem com a futura mãe e com o bebé.

- Infeções e outras doenças

Desde que o homem não seja portador de uma doença sexualmente transmissível, não existe risco que a introdução do pénis na vagina possa causar alguma infeção que afecte a mãe ou o bebé. Alguns especialistas recomendam, contudo, o uso de preservativo nos últimos dois meses de gestação, para prevenir riscos desnecessários.

Texto: Nazaré Tocha

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