Exame anti-ansiedade

Pode fazer o diagnóstico pré-natal às 12 semanas de gestação

Longe vai o tempo em que ficava reservada para o dia do nascimento toda a informação sobre o bebé.

Cada vez mais, a tecnologia está do nosso lado e nenhuma mãe a dispensa quando é o futuro que está em jogo.

 

Com Purificação Tavares, professora catedrática de genética médica, fique a conhecer uma das opções para os exames que podem ser feitos no diagnóstico pré-natal: a colheita das vilosidades coriónicas (CVC).

Diagnóstico pré-natal

«É o conjunto de procedimentos que permite obter informações sobre um feto em desenvolvimento, que se aplicam nos casos de rastreio pré-natal com risco aumentado, quando se detetam anomalias ecográficas, ou quando já existe uma situação de anomalia na família e se pretende saber se o bebé tem a doença em causa», refere Purificação Tavares, diretora do CGC - Centro de Genética Clínica.

Estas técnicas utilizam-se para pesquisar «anomalias cromossómicas e doenças genéticas com possibilidade de diagnóstico molecular», descreve.

Colheita de vilosidades coriónicas

A colheita de vilosidades coriónicas é uma das possibilidades para diagnóstico pré-natal, que permite a deteção de problemas no feto ou a confirmação de que este se desenvolve adequadamente. «O material fetal para análise é obtido através de biópsia de vilosidades da placenta», informa Purificação Tavares, segundo a qual «as vilosidades coriónicas são geralmente obtidas por via transabdominal, com o auxílio de ecografia, a partir da décima segunda semana de gestação».

Vantagens

De acordo com Purificação Tavares, a principal vantagem deste exame relativamente à amniocentese (normalmente efetuada depois da 15ª semana) é poder ser realizado mais cedo, às 12 semanas, logo após a ecografia, permitindo «informar os futuros pais com maior antecedência, às 13 semanas, reduzindo a ansiedade ou permitindo tomadas de decisão atempadas». Além disso, «a taxa de sensibilidade da CVS é idêntica», diz.

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