Adaptar-se ao papel de mãe

A mulher deve reservar tempo para si, mesmo quando se está a adaptar ao papel materno.

No pós-parto a mulher fica muito centrada no papel materno, mas também deve proporcionar tempo para si de forma a adaptar-se à sua nova “pele” física e psíquica. Isso trará a felicidade a todos, até ao bebé, como explica a psicóloga clínica Teresa Abreu.

Ajudará muito se a mãe for prática e realista. Para facilitar os primeiros tempos de vida do bebé, recomenda-se que prepare refeições congeladas antes do parto para depois serem facilmente descongeladas e reaquecidas. É tudo uma questão de organização atempada. É importante que após o parto aproveite a rotina dos bebés para retirar algum tempo para si própria. Se tiver alguém que fique com o bebé no intervalo das mamadas, fica com duas ou três horas livres para combinar uma saída com as amigas, num local próximo.

OS LAÇOS DO CASAL
Com o nascimento de um filho, a mulher torna-se mãe e o homem torna-se pai, o que não significa que se anulem como sendo um casal. Ambos devem conversar honestamente um com o outro e pensar que já eram um casal antes de terem tido um filho. A estrutura do casal deve ser forte para ambos poderem estar disponíveis para cuidar e educar a criança recém-nascida.

«Por muito que os pais queiram dar prioridade às necessidades do bebé, se não renovarem a fonte de energia que os tornou indivíduos e casal, depressa se esgotam num círculo que os priva de prazer e satisfação e mobiliza, ainda que inconscientemente, a frustração e a zanga em relação ao próprio bebé. Adormecerem abraçados de exaustão também conta», sugere Teresa Abreu.

Texto: Ana Margarida Marques

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