Os sonhos das crianças são iguais aos dos adultos?

Dois especialistas norte-americanos apontam, numa investigação, a idade como fator determinante para atingir enredos complexos e ir além da mera sucessão de imagens descontextualizadas

Serão os sonhos das crianças iguais aos dos adultos? Dois psiquiatras da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos da América, concluíram que só a partir dos sete anos é que as crianças começam a ter sonhos mais complexos. Antes dessa altura, segundo a investigação levada a cabo, é quase impossível que isso aconteça e os sonhos são situações fixas sem tramas. As crianças têm de primeiro desenvolver as suas capacidades cognitivas e a própria imaginação para conseguirem contar uma história enquanto dormem.

É nessa altura que os pequenos começam a reviver de noite as situações que viveram no seu dia a dia, tal como acontece com os adultos. «O intelecto forja-se através da aprendizagem. O ser humano nasce com um cérebro pouco desenvolvido em relação ao de outros animais», refere Luis Trujillo, autor do livro «Como interpretar os sonhos», publicado em Portugal pela Bertrand Editora. «Os sonhos constituem uma parte muito importante das nossas vivências», refere ainda o especialista.

«Para que ocorra um sonho, é necessário o abandono de toda a atividade física e também de uma boa parte da atividade lógica. O controlo é entregue aos sistemas mais vegetativos do cérebro e a consciência desaparece pouco a pouco», explica Luis Trujillo. «O enredo do sonho é um tema bastante mais complicado. Pode dizer-se que, enquanto não predominar no sonho uma emoção ou um sentimento, não existe argumento», opina ainda o autor, que classifica os sonhos em cinco tipos.

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