Guia de primeiros socorros para pais

Especialista em urgência médica pediátrica reúne conselhos práticos em livro para que saiba lidar com um caso de emergência

Se o seu filho engolir um botão de pequenas dimensões ou uma pequena pedra que encontre na rua, corre diretamente para o hospital com ele?

 

Saiba que essa pode não ser a melhor opção!

Foi a pensar nos milhões de pais que recorrem anualmente ao serviços de urgência em que trabalha que a pediatra Lara Zibners decidiu escrever «Não há problema!... Mesmo que o seu filho coma este livro», editado em Portugal pela Bertrand Editora.

Segundo esta autora, 75 por cento das deslocações noturnas aos hospitais norte-americanos são desnecessárias. «Evitar o stress e as despesas das idas inúteis ao médico» é o objetivo, esclarece a autora nas primeiras páginas, ressalvando, no entanto, que «este livro não substitui o aconselhamento médico» nem o acompanhamento especializado, sempre que esse, efetivamente, se justifique.

Num tom divertido, desde logo percetível pelo nome da obra, a pediatra reúne neste guia prático tudo o que precisa de saber sobre o comportamento da criança, doenças, infeções e «quadros inesperados» que podem afetar o seu filho. A autora começa por descrever as situações mais comuns que ocorrem ao recém-nascido e, ao longo do livro, percorre todas as partes do corpo do bebé, dizendo-lhe quais os problemas que exigem cuidados médicos ou, quando tal não se justificar, como pode resolvê-los, sem sair de casa.

Sabia, por exemplo, que se o seu filho estiver febril mas for saudável e tiver mais de três anos pode não ter motivos para se preocupar? «A enorme maioria das crianças com febre tem uma doença viral (...) Aguarde até que ele se sinta realmente mal», recomenda Lara Zibners. E para que este fosse um guia realmente completo, a autora também quis prepará-la para o que vai acontecer quando chegar ao hospital.

Quando concluir que a situação requer ajuda médica, pode ler no último capítulo os principais cuidados a seguir, desde a escolha do hospital à fase de diagnóstico. Provavelmente, não mora ao lado de um pediatra, mas agora já pode ter os conselhos de que precisa mesmo ao seu
lado... numa estante da sua casa!

Texto: Sofia Cardoso

artigo do parceiro:

Comentários