Fotografia. Crianças que encaram as suas cicatrizes como algo especial

Quando a perfeição não existe há maneiras de esconder aquilo que não queremos mostrar. Uma cicatriz pode estar disfarçada por maquilhagem ou debaixo de camadas de roupa. Mas estas crianças têm orgulho nas suas e dão a cara por isso.

Nylah, 16 anos: "As minhas cicatrizes são a minha história". Imagem: Kate T. Parker

Na realidade esconder imperfeições é uma preocupação dos adultos. Lembra-se de alguma vez ter visto uma criança a querer esconder alguma coisa no seu corpo?

Para ajudar a descomplicar, o Children’s Healthcare, em Atlanta, convidou a fotógrafa Kate T. Parker, para retratar crianças que nos mostram que as cicatrizes até podem deixar marcas físicas, mas não são motivo de vergonha. Muito pelo contrário. Na maioria das vezes são sinónimo de vitória.

Esta história de inspiração começou com outras fotografias. Kate T. Parker abordou a instituição hospitalar, em 2015, com a intenção de fotografar algumas crianças para a série de fotografias "Strong is the new pretty" (A força é a nova beleza, em tradução livre). O objetivo era fazer uma homenagem às meninas tal como elas são, e cortar com os dogmas que a sociedade impõe à forma como as mulheres, e as meninas, se devem comportar.

O resultado foi melhor do que o esperado. As crianças que participaram neste projeto sentiram-se especiais, com direito a uma voz. E dessa forma, perceberam que as próprias tinham capacidade para influenciar positivamente outras pessoas.

Este verão, o Children’s Healthcare resolveu ter a iniciativa e dar o mote para o próximo tema. O convite a Kate T. Parker surgiu e assim nasceu uma série fotográfica que celebra a força interior destas crianças. Uma oportunidade para aligeirar, através da arte, uma herança que se quer o mais natural possível.

A ideia é inspirar outras crianças, e quem sabe, outros adultos.

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