Está na hora de estudar!

Para alunos, pais e professores, os testes são o momento de traduzir numa nota a medida das aprendizagens escolares. Contudo, a aprendizagem deve ser entendida como um processo e não como um produto, pois implica continuidade e determina evolução.

A preparação para os testes faz-se desde o início do ano e os dias que antecedem as avaliações terão que corresponder ao estudo dos conteúdos de determinada disciplina sem descurar os habituais procedimentos relativos às outras matérias.

 

Pelo estudo diário o aluno conseguirá compreender eventuais incertezas e utilizar as aulas para o esclarecimento das suas dificuldades. Não poderão existir dúvidas pontuais se a matéria constitui, toda ela, uma dúvida! A serenidade decorrente de uma boa preparação trará a confiança necessária para a situação de avaliação.

 

O professor poderá auxiliar o aluno na organização do estudo para a disciplina, informando-o dos conteúdos e objetivos a ser adquiridos, e fornecendo notas sobre a matéria. A aquisição de hábitos e métodos de estudo adequados deverá ser programada no âmbito das diversas disciplinas e não como um conteúdo à parte. O próprio professor poderá executar o ensino e prática de estratégias de estudo, como sejam, o recurso a mnemónicas, a utilização do sublinhado e a construção de resumos e esquemas.

 

O apoio dos pais é fundamental para o desenvolvimento e o sucesso escolar. Todavia, auxiliar os filhos nos estudos não é estudar por eles. O papel dos pais passará pela valorização da escola e pela garantia das condições para um estudo de qualidade, estimulando a organização do ambiente de trabalho, a construção e aplicação de um horário, a organização e gestão da aprendizagem e a monitorização dos conteúdos assimilados.
Não menos importante, é a responsabilização dos filhos pelo seu trabalho – o estudo. Este constitui uma tarefa pessoal e intransmissível que coloca diferentes desafios a cada um. As soluções são ilimitadas mas as que servem para uns, nem sempre servirão para outros. Não se pretende que o estudo constitua uma obrigação exterior à criança, mas antes torná-lo numa motivação interna com objetivos de curto prazo visíveis e realistas.

 

A aprendizagem não é algo que se faça aos alunos, mas algo que os alunos precisam de fazer a si próprios. A eficácia do ensino (e da aprendizagem) depende da progressiva conquista de autonomia. A capacidade de gerir os processos de aprendizagem é crucial para o sucesso escolar.

 

Aquando da operacionalização do estudo, devem ser ponderados, entre outros fatores, as capacidades intelectuais, a existência de dificuldades de aprendizagem específicas (dislexia e outras) ou dificuldades na manutenção da atenção, a motivação académica, a ansiedade e interesses extra-escolares, bem como, as relações interpessoais. Todos estes agentes podem atuar de forma independente ou conjunta influenciando o desempenho escolar.

 

Carla Cohen
Psicóloga Educacional & Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação
carla.cohen@pin.com.pt

 

PIN – Progresso Infantil

artigo do parceiro:

Comentários