Dar ou não dar a nova vacina contra a meningite ao seu filho?

As notícias sobre a nova forma de combate à doença geraram uma esperança renovada mas também têm levantado dúvidas e interrogações. Uma médica pediátrica explica

A vacinação universal tem permitido a erradicação de doenças e o Programa Nacional de Vacinação em vigor em Portugal tem ajudado a diminuir a incidência da meningite bacteriana. «Nos anos da década de 1980, os serviços de pediatria internavam muitas crianças por meningite bacteriana. Com a introdução de diversas vacinas, estes casos são muito menos frequentes», diz Ana Serrão Neto, médica pediatra e coordenadora do Centro da Criança do Hospital Cuf Descobertas. De facto, dos cerca de 1.000 casos diagnosticados por ano de meningite meningocócica, nos anos de 1990, passou-se para cerca de 100 casos anuais.

No final de 2014, no entanto, surgiu uma nova vacina contra a meningite causada pelo Meningococcus tipo B e muitos pensaram logo em recorrer a ela. Mas a médica deixa um alerta. «Apesar do Meningococcus tipo C e tipo B serem da mesma família de bactérias, têm características diferentes, pelo que são necessárias vacinas diferentes», adverte. Esta nova vacina pode ser administrada entre os dois meses e os 50 anos e a sua eficácia situa-se acima dos 90 por cento. No entanto, porque cada caso é um caso, cabe aos médicos analisarem e darem as indicações consoante as crianças.

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