Como (não) castigar os filhos

As recomendações do controverso pediatra Aldo Naouri

As crianças são seres naturalmente irrequietos, imaturos e com propensão fácil para a asneira.

Na altura de os confrontar com comportamentos menos adequados, muitos pais, no entanto, reagem sob o impulso do momento, de formas nem sempre pedagógicas.

Há uns que batem logo nos filhos, outros que os ameaçam com castigos graves e outros que ralham e ralham mas, no fundo, as crianças já sabem que não sofrerão qualquer consequência. Siga as recomendações do controverso pediatra Aldo Naouri e veja qual é o melhor comportamento que deve adotar.

Qual é a importância do castigo na educação?

Por um lado, é uma forma de apresentar à criança uma realidade que ela deverá ter em conta. Por outro, é o que lhe permite compreender que está com o seus pais numa relação vertical e não horizontal. Ajuda-a a perceber que não é o centro do mundo.

Que cuidados se deve ter ao impôr um castigo?

As crianças têm uma noção de tempo que não é igual à dos adultos. Se o seu filho faz uma asneira, tem de reagir no momento, não pode puni-lo duas horas depois.

O que pode pôr em causa a eficácia de um castigo?

O castigo não serve para nada se o adulto pede desculpa ou se diz à criança para pedir desculpa ou para prometer que não voltará a fazer. Quando é castigada, a criança tira as suas próprias conclusões. Se você lhe oferecer as suas conclusões irá estragar tudo. Deve considerá-la como alguém que cumpriu a sua pena. Não vale a pena voltar a falar sobre o asssunto.

Qual é a sua opinião sobre o castigo físico?


Sou completamente contra os castigos corporais. Não há nenhuma situação que justifique uma punição física.

Texto: Manuela Vasconcelos

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