A roupa e os sapatos que não deve comprar

Saiba quais e porquê

Quando for comprar roupa com o seu filho, não lhe faça todas as vontades. Nunca compre roupas apertadas ou que tenham exatamente o tamanho da criança.

Procure modelos mais folgados, mas sem exageros, que permitam uma maior liberdade de movimentos.

 

Peças de roupa que se enruguem facilmente, como as de linho, que terão um aspeto desgastado passado pouco tempo de serem vestidas, também são de evitar.

Excluídas estão também roupas que retenham a transpiração e impeçam os movimentos das crianças. Sedas sintéticas ou tecidos que não permitem a evaporação do suor, para ocasiões especiais, como festas ou casamentos, também devem ser riscados da lista.

Sapatos apropriados

O calçado também é da maior importância. Lembre-se que os membros inferiores têm a difícil tarefa de suportar o peso do nosso corpo e de o locomover diariamente, logo é fundamental que se sintam confortáveis.

«O tipo de calçado a escolher depende muito da idade da criança», realça a pediatra, no entanto, há três regras básicas: ser sólido, ser flexível e absorver bem a transpiração. Rosa Gouveia aconselha que a criança ande calçada desde o início da marcha:

«Os sapatos apropriados para crianças que estão a começar a andar devem ser fechados (no verão pode optar sandálias fechadas) devem ter uma boa base, a palmilha deve ser mais elevada na parte interna e deve haver um ligeiro reforço da parede interna do sapato (contraforte interno)».

Comprimento certo

O tamanho do calçado deve ser adequado ao pé da criança, porque quando é demasiado pequeno magoa e impede o crescimento do pé, quando é grande pode originar bolhas e provocar quedas. Os sapatos devem estar bem ajustados ao pé, daí que os mais adequados para as crianças sejam aqueles que se ajustam à medida do pé com atacadores, velcro ou fivelas.

Os sapatos tipo mocassim devem ser usados apenas por crianças mais velhas. Quanto ao material, «o melhor é o couro», realça a pediatra. A pele deixa os pés respirar e é menos propícia ao aparecimento de bolhas do que a borracha e outros materiais sintéticos que devem ficar confinados à sola por serem materiais antiderrapantes e maleáveis.

Texto: Rita Caetano com Rosa Gouveia (pediatra)

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