10 maneiras de criar um filho educado

Por vezes, o seu filho pode ter dificuldade em compreender regras sociais. Mas, com algumas estratégias – e muita paciência! –, é possível melhorar o comportamento dele.

Quem nunca ficou embaraçado depois de o filho receber um presente e não agradecer? Ou teve de segurar o riso quando ele surgiu, durante uma visita a casa de amigos, com um pacote de doces que foi buscar sozinho ao armário do anfitrião? Atitudes como dizer «obrigado» e não mexer nas coisas de outras pessoas são regras que as crianças aprendem aos poucos – e sempre com a sua ajuda. A seguir, saiba como ensinar os dez principais mandamentos de boas maneiras para que o seu filho brilhe em qualquer situação social.

 

1. Dizer «por favor»

O primeiro passo para que as crianças aprendam esta expressão é, claro, ouvi-la dentro e fora de casa. Ou seja, se for um hábito diário entre os adultos e os pais derem o exemplo, será mais fácil cobrar o mesmo comportamento aos pequenos. E não espere que seu filho tenha tudo na ponta da língua tão rapidamente. É preciso lembrar o pedido em todas as situações até que, aos poucos, a criança adquira o costume e saiba quando usá-lo. «Em casa, a “expressão mágica” vem de mim, do pai e da empregada. Se eles não pedirem algo com “por favor”, não cedemos. O meu conselho é pensar nisto como um treino que envolve todas as pessoas à volta da criança», diz Ana Vaz, consultora de etiqueta e de imagem e mãe de Tiago, 6 anos, e de Helena, 4. Insistir, portanto, é necessário – até porque esse entendimento está relacionado com a faixa etária em que a criança se encontra. Apenas por volta dos quatro ou cinco anos é que vão compreender mais facilmente normas sociais, como explica Teresa Ruas, terapeuta ocupacional especialista em desenvolvimento infantil. «Até aos dois ou três anos de idade, as crianças ainda são egocêntricas, não conseguem colocar-se no lugar do outro. Esta característica faz parte do desenvolvimento cognitivo. Só mais tarde vão entender conceitos como igualdade, respeito e solidariedade», explica.

 

2. Emprestar um brinquedo

Vale seguir a mesma lógica da fase em que se encontra a criança. Se ela tem até três anos, em média, terá dificuldades em entregar algo que é dela a outra pessoa ou em compreender que o emprestado será devolvido. Mas, quando não é possível escapar da situação, procure inicialmente estabelecer trocas. Ter à mão alguns objetos repetidos (mais de uma bola, mais de um carrinho) também é outra dica, caso saiba que vai encontrar outras crianças da mesma idade ou quando vêm visitas pequenas a sua casa. Conviver com irmãos, primos e colegas de escola também torna o processo mais fácil. «Jogos e brinquedos que favorecem o “brincar junto” contribuem bastante para esta aprendizagem», explica Teresa Ruas. A criança pode aprender, desta maneira, que ter um companheiro pode até ser mais divertido do que usar apenas aquilo que é «dela». Obrigar o seu filho a entregar o brinquedo, no entanto, pode não ser a melhor saída. É melhor estimulá-lo a dividir e chamar o amigo para brincarem juntos. O contrário também vale: quando seu filho pede algo emprestado, a resposta pode ser «não» – e é necessário aprender isto também. Para controlar o choro neste momento, procure alternativas para distrair a criança. «Eu sempre negoceio uma troca, mas quando não está a ser possível, tento mudar o foco para outra brincadeira», diz a empresária Cátia Parreira, mãe de Carolina, 6 anos, e de Gabriela, 2 anos e 8 meses.

 

3. Agradecer quando recebe um presente

Nesta situação, o importante é mostrar ao seu filho que outra pessoa se importou com ele e, por isso, merece um agradecimento. O mesmo vale para quando recebe um elogio. E não tem segredo: a recomendação é pedir à criança que agradeça sempre – mesmo que saia um «obrigado» meio atravessado. Se isto acontecer, não se zangue. O motivo está na famosa sinceridade infantil. «Quando a minha filha realmente gostava, o “obrigada” saía junto com um “adorei!”, com um abraço... Mas quando o presente não era muito interessante, o agradecimento saía, mas com um sorriso meio amarelado. Isto foi impossível mudar», diz Maria Regina Barba, professora de Educação Física e mãe de Marina, 12 anos. A especialista Teresa Ruas explica que há ainda mais uma questão a ser tida em conta: a proximidade (ou a intimidade) com a pessoa que deu o presente. «A criança pode ter ou não empatia por quem deu o presente. E isso também influencia a resposta», diz. Não dê muita importância ao assunto, pois geralmente o adulto que ofereceu o presente ou elogiou entende a situação. Mas, se os pais ficaram embaraçados com a atitude do filho, basta pedir desculpa mais tarde, a quem lhe ofereceu o presente.

 

 

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