Icterícia do recém-nascido

Esta é uma situação muito comum nos recém-nascidos e altera a coloração dos olhos e da pele para um tom amarelado, mas será preocupante um bebé ter esta condição?

A icterícia é uma condição comum em recém-nascidos e refere-se à cor amarela da pele e do branco dos olhos que é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento normal, amarelo, gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue. A criança fica com ictérica quando a formação de bilirrubina é maior do que a capacidade do fígado de metabolizá-la.

Mais de 50 por cento dos bebés saudáveis e absolutamente normais ficam com a pele amarelada nos primeiros dias depois de nascer. Como o pico da icterícia costuma acontecer entre o segundo e o terceiro dia, a condição normalmente é diagnosticada e tratada na própria maternidade. Mas, se o bebé já estiver em casa, telefone para o médico ou leve-o de volta ao hospital para um exame se o amarelo for forte, especialmente se estiver na barriga ou nas pernas da criança. No caso de um bebé nascido depois das 37 semanas de gravidez a icterícia normalmente leva cerca de uma semana a passar. No caso de prematuros, pode demorar um pouco mais.

Há outras causas frequentes?

A icterícia também pode se manifestar em crianças quando houver incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho, já que o organismo tende a acelerar a destruição dos glóbulos vermelhos. Quanto mais eles se rompem, maior é a acumulação de pigmento. Outro causa possível é a dificuldade de amamentação. O leite materno tem substâncias que favorecem o processamento da bilirrubina. Portanto, quando o bebé não mama bem, pode ficar com excesso do pigmento. Prematuros tardios (que nasceram com 34 a 37 semanas de gestação) são os principais afetados, justamente por não terem uma capacidade de sucção bem desenvolvida. Normalmente, a disfunção é superada assim que a ingestão de leite materno aumenta.

Como é feito o diagnóstico?

Para detetar a icterícia, o exame mais comum é o físico: o médico pressiona o dedo na testa da criança e, depois de removê-lo, nota se a pele ficou branca ou amarela. No segundo caso, é importante fazer uma recolha sanguínea para medir, com precisão, os níveis de bilirrubina no sangue. Assim, o pediatra consegue dar início ao tratamento para conter o avanço da doença.

Outro teste é feito com o bilirrubinómetro cutâneo, equipamento que, ao ser posicionado na testa da criança, permite a leitura de bilirrubina sem precisar dispor de uma amostra sanguínea. A técnica, porém, não é tão precisa quanto a primeira. Vale ressaltar que a quantidade de pigmento considerada inofensiva varia de uma criança para outra. Para calculá-la, os médicos levam em consideração a idade gestacional e o peso do bebé. Todas as informações são colocadas numa curva pelos pediatras responsáveis, que analisam os dados e determinam se a alteração é ou não alarmante.

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