Desmistificar a saúde infantil

Médico pediatra desfaz mitos, abala crenças, afasta mentiras e aponta verdades com rigor

Todos nós já ouvimos dizer que «o chá de cebola faz bem à tosse», que «não se deve arrancar um cabelo branco porque nascem dois» e que «comer peixe faz as pessoas mais espertas»... Mas será que por detrás dos nossos conhecimentos de saúde se escondem verdades, ou mentiras?

Ao longo das quase 400 páginas de «Consultório Médico», publicado pela editora Clube do Autor, Mário Cordeiro, médico e pediatra, esclarece muitas dessas crenças que foram reproduzidas exaustivamente pela tradição popular ao ponto de se transformarem em verdades absolutas.

Os animais pressentem tsunamis? Esta é uma questão que cada vez mais se coloca, resta saber se tem alguma veracidade ou é apenas um mito. Mário Cordeiro explica. «Tsunamis não, mas tremores de terra sim. Sentem as vibrações da terra e a variação da energia geodésica», esclarece.

 

«É verdade que as abelhas picam com maior probabilidade as pessoas que são doces?», «pode-se ficar branco de medo?», «é verdade que os picantes tiram o sono?». Estas e outras questões são desmitificadas de forma clara e divertida ao longo de todo o livro.

Da alimentação à sexualidade, da higiene e do corpo até às interrogações do quotidiano, ou à prática de exercício físico e estilos de vida, este é um guia bastante completo que aborda inúmeras dúvidas que continuam por esclarecer. De acordo com o autor «é fácil clicarmos e acedermos a sítios na Internet».

Mas por onde começar? O especialista procura informar o leitor acerca da origem de determinada ideia, mas, sobretudo, dá dicas e sugere comportamentos que podem contribuir para uma melhoria efetiva da qualidade de vida do leitor.

Mário Cordeiro é professor na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, foi fundador da Associação para a Promoção da Segurança Infantil e intervém com regularidade nos media. Já publicou diversos livros para pais e adolescentes, mas é também autor de obras de fição e poesia.

Texto: Cláudia Vale da Silva

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