Cólicas sob controlo

Estratégias garantidamente eficazes para minimizar o mal-estar do seu bebé

«Períodos prolongados de irritabilidade (choro/agitação) que acontecem repetidamente durante vários dias (choro durante pelo menos três horas por dia, pelo menos três dias por semana ou pelo menos durante três semanas)», assim se caracterizam as cólicas, como descreve Armando Fernandes, pediatra.

Existem várias teorias no que respeita aos fatores que provocam as cólicas. Há quem refira «o temperamento do lactente, a quantidade de ar engolido, as alterações maturacionais, nomeadamente o atraso de desenvolvimento e de maturação do sistema nervoso» ou ainda «a transição do ciclo sono-vigília de quatro para 24 horas, a deficiente prestação de cuidados parentais, a intolerância às proteínas do leite de vaca e seus derivados e, mesmo, diferenças culturais», revela o pediatra.

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Alguns alimentos ingeridos em excesso pela mãe, durante a amamentação, podem provocar cólicas ao bebé. São exemplo as couves, os brócolos, os espargos, as leguminosas, os pimentos, os fritos, os moluscos e mariscos, os citrinos, as bebidas gaseificadas, o chocolate, a cafeína, entre outros.

Se desespera com a ideia de que as cólicas irão durar muitos meses, saiba que «este problema desaparece naturalmente entre os três e os quatro meses», refere o pediatra, segundo o qual «o seu pico ocorre entre as seis e as oito semanas de vida nos lactentes de termo e entre as 46 e as 48 semanas de idade gestacional nos lactentes ex-prematuros».

Como atuar

Existem vários procedimentos eficazes para melhorar as cólicas, «contudo, nem todos os lactentes respondem da mesma forma aos mesmos procedimentos. A terapêutica passa por manter a calma, ter a certeza que não há nenhuma causa específica para o bebé chorar (fome, frio, calor, fralda suja ou sono) e usar qualquer atividade para o distrair e consolar».

«Pegar ao colo, embalar com suaves palmadinhas e certas atividades rítmicas (balanços oscilantes), passeios ou caminhar são frequentemente úteis», refere o pediatra, que aconselha «deitar a criança de barriga para baixo nos joelhos enquanto lhe afaga as costas, massajar a barriga levemente no sentido dos ponteiros do relógio, fazer pequenas flexões de pernas fletindo os joelhos até à barriga e recorrer a sons repetidos e monótonos, música, chucha e massagens. Cada bebé responde exclusivamente a certas atividades, pelo que terá que tentar descobri-las», refere ainda o especialista.

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