Receios de uma mãe com uma filha prestes a ir para a escola

Será que ela vai gostar? Será que vai adaptar-se bem? Será que vai conseguir estar atenta? Será que vai ser participativa? Será que...?

A minha filha tem quase seis anos. Daqui a uma semana vai estar a entrar no 1º ano, do 1º ciclo. O percurso escolar dela “a sério” começa agora. E esta mãe está cheia de receios – embora não os demonstre, principalmente à filha que também está cheia de receios.

 

Será que ela vai gostar? Será que vai adaptar-se bem? Será que vai conseguir estar atenta? Será que vai ser participativa? Será que...?

 

Mil dúvidas, mil receios. Eu sei que isto faz parte e que não é mais do que uma daquelas coisas de mãe. Eu não sou mãe-galinha (nunca fui, e sempre assumi isso com convicção, apesar de ser olhada de  lado de vez em quando... acho que se espera que todas as mães sejam assim, não sei), mas mesmo assim fico sempre um bocadinho assustada com estas grandes mudanças na vida dos meus filhos. Claro que faz tudo parte do crescimento. Mas é inevitável.

 

Preocupa-me a relação que ela venha a ter com a professora. Até aqui, tem-se dado muito bem com as educadoras que lhe calharam em sorte: o pré-escolar dela correu muito bem e tenho a certeza que o mérito é daquelas três pessoas que a encaminharam num ano em que aprendeu imenso e em que cresceu muito. Sei que a prepararam bem para o que aí vem. Também me preocupa a relação que venha a ter com os colegas. O bullying não é uma miragem nem acontece só aos outros e sei que a minha filha tem duas ou três características que podem transformá-la num alvo fácil.

 

Preocupa-me o rendimento escolar dela. Não depende apenas dela, mas também da professora e da dinâmica da turma, obviamente. Mas claro que me preocupa. Não quero que ela seja a melhor da turma, mas quero que faça sempre o melhor que for capaz e que dê sempre o melhor de si.

 

O nosso papel de pais está assegurado: cá estaremos para a ajudar, para a encaminhar, para esclarecer dúvidas e para (re)aprender com ela (mal posso esperar por haver equações para resolver, para me recordar de como tudo aquilo se faz!). E cá estaremos para a tranquilizarmos e para explicar que não precisa de ter medo de não conseguir aprender ou de errar respostas nas fichas de avaliação. Acontece a toda a gente e faz parte do processo.

 

Vai ser uma aventura... e vai ser muito bom!!

 

Lénia Rufino

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