Os amigos dos nossos filhos

Adoro isto de os miúdos começarem a fazer amigos para além do círculo de amigos dos pais. É um pequeno passo na individualização deles, um avanço na sua independência e dá gosto ver as afinidades que têm com os amigos e a forma como os “escolhem”.

Claro que estas amizades dependem muito das actividades que eles frequentam (felizmente ainda ninguém se lembrou de criar uma rede social “kids only”!) e do meio em que circulam.

 

Os amigos do meu filho (que, recorde-se, tem dois anos e meio) são os meninos que, tal como ele, vão com as avós ao café, de manhã. Une-os a idade e o facto de gostarem das mesmas brincadeiras com bolas e carrinhos. Como ele ainda não anda na creche, o único contacto que tem com crianças (que não a irmã) é este.

 

Ela, com quase seis anos e acabada de entrar na primária, já vive isto de outra forma.

 

Tem os amigos da natação, com quem conviveu duas vezes por semana, durante o último ano. Agora tivemos que mudar de horário e vamos deixar de nos cruzar com aqueles meninos. Mas haverá outros meninos, o que significa que haverá novos amigos.

 

Nenhum dos colegas dela do Jardim de Infância ficou na escola dela. Portanto, os novos colegas hão-de ser os amigos dos próximos quatro anos, pelo menos, e quem sabe se alguns deles não a acompanharão pela vida fora? (Não sou nada bom exemplo neste departamento, confesso… Perdi o contacto com todos os meus colegas da primária… e do ciclo… e do secundário… - o que há são contactos esporádicos feitos via redes sociais. Ainda assim, andei imenso tempo à procura da minha melhor amiga da primária e não descansei enquanto não a encontrei. Onde? No Facebook, claro!)

 

Está para breve o “início” da vida social da minha miúda. Hão-de começar a chegar os convites para as festas de anos, para ir brincar a casa de fulana ou de beltrana, para ir dormir a casa de A ou de B. É bom. Faz parte e é uma coisa natural e saudável. É só mais uma forma que eles têm de ir batendo as asas para fora do ninho…

 

Eles crescem mesmo demasiado depressa, não é?

 

Lénia Rufino

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