Mundo novo

Fui hoje conhecer a professora da minha filha. Ia cheia de medos e inseguranças: em relação à professora, à escola, à turma… Parecendo que não, esta mudança molda toda a vida de uma pessoa.

Ontem à noite dei por mim a pensar nisto: provavelmente, alguns dos colegas de turma (destes, da primária) vão ser os amigos dela para a vida. Sei que é uma lotaria, mas o futuro da minha filha começa ali, naquela sala de aula e é giro pensar nisto.

 

Depois pensei que o interesse dela pela escola depende, em grande parte, da professora que lhe calhar em sorte. Acho que todos conhecemos histórias de gente com potencial que se desmotivou com professores menos bons – e histórias de gente com menos potencial que se revelou graças ao mérito de professores excelentes.

 

Adormeci tarde, nervosa, inquieta. Mas hoje, assim que cheguei à recepção aos alunos, sosseguei. A coordenadora da escola pareceu-me tranquila e experiente: apresentou a escola e as pessoas e via-se que tinha gosto e orgulho no que estava a dizer. Depois foi a vez da professora. Tem 33 anos de ensino no curriculum, tem experiência e fiquei com a impressão de que é uma senhora calma mas assertiva. Confesso que tinha medo que lhe calhasse uma professora que não tivesse “mão” na turma mas parece-me que não vai ser o caso (posso estar enganada, mas não creio).

 

Já na sala, conhecemos os colegas e os pais. Vão ser 24 meninos, todos com um ar curioso, de quem tem o mundo inteiro ali à frente, prontinho a ser absorvido. Sei que vai ser um desafio, mas vai ser bom. As bases estão lançadas, agora é trabalhar e ir acompanhando este projecto gigantesco que é a educação.

 

Segunda-feira lá estaremos, prontas para a grande estreia. Ela está ansiosa (e eu também)!

 

(Já sei que, durante este ano, vou falar mais vezes nesta coisa de ter uma filha no 1º ano. Para mim é uma novidade e acho importante partilhar experiências, dúvida e receios…)

 

Lénia Rufino

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