Miss Playboy sem tabus

Miss Playboy sem tabus Numa conversa franca e aberta, Liliana Queiroz fala das suas aventuras de "coelhinha". Ela tem o título de Miss Playboy Portugal, acaba de dar voz ao primeiro filme erótico a 3 dimensões e prepara-se para gravar um filme na Argentina. Pelo meio, Liliana trava uma batalha judicial contra a extinta revista Playboy Portugal, arrasa os "falsos púdicos" e tenta desvincular-se do rótulo de sex-symbol.

É a primeira vez que passa pela aventura de dar voz a um filme erótico, no caso "Desejos Verdadeiros". Gostou?
É a primeira vez que tenho a experiência de dobragem. Embora seja na voz off da narrativa, que é mais fácil e facilita os tempos, foi um trabalho muito interessante. Foi difícil?
Foi porque tenho uma voz, se me permitem o termo, "bagaceira". Nunca achei esse timbre interessante e foi muito engraçado a Playboy TV vir pedir-me para fazer esta voz off.  Sou um bocadinho acelerada a falar e tive que aprender a saborear as palavras. Correu muito bem, foi uma experiência única. Estava disposta a ser protagonista de um filme erótico?
Já fiz o "Summer in love" como protagonista. Adorei. Foi uma forma diferente de estar na Playboy. Como vocês podem ver, os filmes são "cleans" (limpos). São uma espécie de novela mexicana com uns nuzinhos à mistura. Nada pornográfico. Quando viu o filme "Desejos Verdadeiros" sentiu vontade de estar ali?
Senti saudades do "Summer in love" mas, por sorte, em breve vou estar na Argentina para gravarmos ou uma série ou um filme, ainda estamos a ver. Será também um filme erótico. Só me querem para nus, não percebo... (risos). Como se sente no papel de Miss Playboy?
Tenho esse rótulo mas as pessoas que me conhecem sabem que é apenas uma personagem. Ando de pantufas em casa e de pijama de algodão, não sou sexy. Adoro as minhas havainas, os meus jeans e a minha t-shirt. Isto que vêem é uma personagem. Acho que sou um bocadinho actriz no meio disto tudo. Sou insegura como qualquer outra mulher. Alguma vez pensou que viria a transformar-se numa sex-symbol?
Trabalhar com a Playboy... Há um assunto que quero que fique mesmo muito bem definido. Quando falo em Playboy é o canal de televisão e não a Playboy revista portuguesa, que foi uma desilusão muito grande. Mas continua ligada ao canal Playboy, não é verdade?
Desses não me desligo. São uma equipa extremamente profissional, não falham pagamentos, adiantam dinheiro se for preciso, trabalho com eles há seis anos e até me dizem que já faço parte da mobília da casa. Sobre a Revista Playboy portuguesa não quero ouvir falar mais, a não ser quando eles me vierem pagar. Há uns tempos disse que te queria afastar-se deste rótulo de Miss Playboy...
Não é bem afastar porque gosto daquilo que faço, não me sinto "suja". O que existem é falsos púdicos. Toda a gente tem fantasias, toda a gente já alguma vez se masturbou e não confessa. O que é uma estupidez. Claro que o sexo não pode perder totalmente o tabu, o mistério. Mas há que ter noção que é um tema diário, de um casal, de amigos, é uma coisa super-natural. E as pessoas vêem isto tudo com puritanismo. É mentira, bolas! Nota que esse rótulo Playboy lhe tem fechado algumas portas?
Sim, embora ache que já comecei a ganhar uma certa credibilidade. Não gosto de passar aquele papel de menina burra e fútil, isso para mim não dá. Gosto daquilo que faço, mas isto prende-me sempre a um mesmo rótulo. Ou de fazer de gaja boa, nus, semi-nus, tudo direccionado para o mesmo, e isso já cansa. Precisa de ajuda para dar uma volta na sua carreira?
Preciso que alguém me olhe e veja que "se esta rapariga fosse bem apanhada, podíamos virar isto". Aliás, faço Playboy e Malucos do Riso. Não têm nada a ver. Atinjo miúdos, idosos etc.. Acho que consigo ser versátil. Miss Playboy tem namorado?
Não. Assim ninguém me dá trabalho e eu não dou trabalho a ninguém (risos). É por opção. Não é que não sonhe um dia ter alguém. Toda a gente quer alguém. Chegar do trabalho e abrir uma casa vazia... tenho lá o meu cão, o meu "Miguelinho", mas eu falo com ele e ele não me responde (lol). Esse estatuto de solteira é uma forma de fugir à pressão dos media?
Não. Até porque namorei sete anos com um rapaz e os media só vieram a saber há muito pouco tempo. Infelizmente, passados meses acabámos mas foi por pura coincidência. Também viveu recentemente uma fase complicada. Sente-se agora mais forte?
Sinto-me acompanhada. Sei que estão a falar sobre o meu pai e sobre a depressão que tive. Decidi adoptar um lema de uma amiga minha. O meu pai e a minha mãe não me tiveram para eu ser infeliz, mas sim para ser feliz. A felicidade deles vai depender da minha e eu vou ser feliz e vou-lhes dar essa alegria, estejam eles onde estiverem.

artigo do parceiro: Top Fama

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