Inês Castel-Branco

Entrevista com Inês Castel-Branco Tem 29 anos, uns olhos lindos, um sorriso de miúda endiabrada e uma doçura que se acentua quando fala do filho de sete meses e mostra, enternecida, as fotos do bebé no telemóvel. Onze anos depois de se ter estreado numa série na televisão, Inês Castel-Branco tem vindo a ganhar uma consistência e uma respeitabilidade de que muito se orgulha. Agora brilha em "Os 39 Degraus", uma peça de teatro que SapoFama vivamente recomenda.

Já teve um filho. Falta-lhe escrever um livro e plantar uma árvore?
Na verdade nunca escrevi nenhum livro! Ainda me falta essa também! Mas tenho tempo, ainda só tenho 29 anos. A vida vai-se cumprindo por etapas. O momento alto da sua é a maternidade?
Sem dúvida. Este ano tem sido dos melhores de sempre e ser mãe é mesmo a melhor coisa do mundo. Torna tudo mais fácil e saboroso! Sempre afirmou que o seu instinto maternal é muito apurado. O que sente agora depois de cumprir o seu sonho de ser mãe?
Continuo com o mesmo instinto para com as pessoas de quem gosto e, claro, o instinto de mãe para o meu Simão. Tento ser descontraída sem descurar o meu papel e até agora está a correr muito bem. O Simão tem sete meses. Como quer ter três filhos, já pensou na melhor altura para lhe dar um irmão?
Não faço questão de que sejam próximos. Prefiro esperar mais uns anos, pelo menos até este ser autónomo. O seu namorado, Filipe Pinto Soares, é artista plástico. É ele que fica com o Simão quando a mãe vai para o teatro?
O Simão tem a sorte de ter pais com horários flexíveis. Quando não fica com o pai tem vários "babysitters". Fazem fila... Agora que a peça "39 Degraus" sai de Lisboa para uma digressão de três semanas no Porto, com quem fica o bebé?
Vai comigo que eu não aguento mais de dois dias longe dele! Desde que começou a trabalhar como actriz há 11 anos em "Uma Aventura na Quinta das Lágrimas", já fez uma dúzia de novelas, participou em sitcoms, fez teatro e cinema. Alguma vez imaginou que iria ter tanto sucesso?
Não. Sempre morri de medo de nunca vir a ser respeitada como profissional e talvez por isso me tenha esforçado tanto ao longo da minha carreira. Acredito que o trabalho é sempre recompensado e sempre soube que ser actriz não é nada fácil. Continua apaixonada pelo seu trabalho como no início?
Mais ainda. Consigo sempre ficar nervosa e excitada com cada nova personagem como se fosse a primeira vez! Depois da peça, qual vai ser o seu próximo projecto profissional?
Vou já começar a ensaiar "As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant", encenada por António Ferreira no Teatro Nacional, a estrear em Setembro. Na televisão vou também começar um novo projecto para a SIC. Uma novela para substituir "Laços de Sangue". Tanto a vemos de cabelo comprido como logo a seguir está curto, umas vezes claro outras vezes mais escuro. Convive bem com estas mudanças exigidas pela profissão?
Não só convivo bem como adoro! O meu cabelo acaba sempre por voltar nos momentos de descanso e é uma sensação boa. Além disso ajuda-me muito na construção das personagens. A sua mãe (a apresentadora e escritora Luísa Castel-Branco) já tem dois netos, a filha do seu irmão, com seis anos, e agora o seu Simão. É uma avó babada?
Completamente, mas nunca achei que não iria ser! Para ela nós somos os melhores do mundo, logo, os nossos filhos também são. Acha que herdou da sua mãe, para além dos olhos bonitos, a frontalidade e o desassombro?
Sou a cara chapada! Espero ter herdado alguma dose de loucura. Este ano já vai ter férias a três. Já tem programa para o Verão?
Vamos estar a trabalhar. Este ano não vamos ter férias... talvez alguns fins-de-semana nalguns sítios de Portugal. A situação do país preocupa-a?
Imenso. Acho que vamos todos sofrer imensas privações nos próximos anos e tenho muito medo da pobreza que vai haver e, como consequência, da criminalidade que vai aumentar. Acima de tudo tenho medo de nunca mais haver uma classe política em quem acreditar. É assustador. O que não suporta nos outros?
Já que falamos no estado do país, não suporto pessoas que não exercem o seu dever/direito de voto. Que livro tem à cabeceira?
Vários. Neste momento estou a ler ‘A Breve História de Quase Tudo', de Bill Bryson. Qual é o seu maior sonho?
Nunca ver as pessoas de quem gosto ficarem doentes.

artigo do parceiro: Top Fama

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