Fátima Lopes: “Já não uso peles nas minhas coleções”

Estilista envolvida em nova “guerra” com defensores dos animais.

A estilista Fátima Lopes veio hoje a público declarar que já não usa peles de animais nas suas coleções há vários anos, tentando pôr cobro a uma pequena tempestade desencadeada por uma entrevista que esta semana concedeu ao jornal “i”.

Irritados com uma declaração que o referido jornal atribuiu à conhecida designer portuguesa (“Usar pele de raposa é a mesma coisa que comer um bife”), defensores dos animais encheram as redes sociais de comentários pouco abonatórios para Fátima Lopes.

A estilista viu-se forçada a reagir, tendo já afirmado que a sua declaração foi “descontextualizada”.

“Não uso peles nas minhas coleções há anos. Apenas falei da raposa por ser um animal de caça e quem ler a entrevista percebe que a minha opinião não é aquela que fizeram passar”, disse ela.

Na citada entrevista, Fátima Lopes contou que usou peles de raposa, “há muitos anos”, numa coleção em Paris, e que, a partir daí, começou a ser alvo de uma campanha em que a acusavam de ser defensora “de mortes de animais esfolados vivos”.

“O que fiz foi comprar tecidos de raposa, em Itália, como fazem quase todos os criadores do mundo” – revelou a estilista ao “i”, concluindo o seu pensamento desta forma:

“Usar pele de raposa, que é um animal de caça, é a mesma coisa que comer um bife ou usar uns sapatinhos de cabedal. Não vejo diferença. Que me atire a primeira pedra a pessoa que não usa sapatos de cabedal ou não coma um bife. Todos temos de ser coerentes com aquilo que fazemos no dia-a-dia. Naquela altura não tive problema nenhum em usar peles de raposa, mas nunca mais usei peles porque, realmente, não tenho paciência para me defender de coisas que são falsas e mentirosas. Foi uma campanha muito vil contra mim, mas faz parte do passado e tenho pena que as pessoas tenham acreditado nisso e que por vezes não raciocinem.”

A estilista madeirense está presentemente a trabalhar na sua nova coleção que será, como de costume, apresentada em setembro, em Paris, e garante que “não tem peles”.

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