"É preciso fazer qualquer coisa (não agora, mas sempre, PORRA!)"

Cláudio Ramos revelou-se profundamente indignado pela forma como o governo tem lidado com o fenómeno dos incêndios.

O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande chocou o país pelo número de vítimas que provocou. Os últimos dados mostram que morreram 64 pessoas e que 135 ficaram feridas.

Perante esta dura situação, Cláudio Ramos comentou o assunto no seu blog, numa espécie de reflexão sobre as medidas que deveriam já ter sido tomadas.

“Venho aqui só para dizer que os heróis são os Bombeiros. Homens de coragem e bravura, muito a troco de nada, que metem a sua vida em perigo para salvar a de outros. Estes Bombeiros, os melhores do mundo, que durante o ano quase não nos lembramos deles. São eles os heróis, são eles que merecem ser agraciados o ano todo, são eles que evitam maiores tragédias… São os bombeiros, porra!”, sublinha.

Cláudio ainda se revelou indignado com a falta de condições com que os bombeiros têm de trabalhar: “Façamos com que Portugal não viva a pensar que tem Bombeiros apenas no Verão. Indignemo-nos pelas péssimas condições em que muitos trabalham, manifestemo-nos para que os muitos quartéis espalhados pelo País fiquem melhor equipados, gritemos para que se comprem mais tanques de água, para que Bombeiro seja uma profissão a merecer o respeito de todos, sempre e o ano todo, não agora porque a tragédia se abateu”.

Assim surge uma necessidade imediata de apostar na prevenção, de maneira a que uma tragédia desta dimensão não volte a acontecer: “Gostava que todos juntos exigíssemos que o Governo olhasse com olhos de ver para isto. Para todos os dias do ano, não só agora, não só no verão”.

“Temos os melhores Bombeiros do mundo, não teremos nunca palavras suficientes para agradecer. São os meus heróis, são muitas vezes e desde sempre. Mas eu penso assim há muito tempo. Que mais é preciso acontecer para que todos comecem a pensar assim? Não falo por falar, basta percorrer o país para perceber como vivem muitos Bombeiros, as condições de trabalho que têm e o estado em que estão muitas das suas instalações e, mais grave, muito do seu material de trabalho. Se não forem ao terreno, não percebem. Não se decidem coisas desta atrás de uma secretária, senhores governantes. Era isto que seria dizer hoje”, termina.

artigo do parceiro: NM

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