Confissões de Grazi Massafera

De resposta pronta e apurado sentido de humor, a bela atriz brasileira Grazi Massafera, de 32 anos, abriu o coração à imprensa no final da visita-relâmpago que fez a Portugal, acompanhada do pai e da filha Sofia, de dois anos.

Foi ao Santuário de Fátima mal chegou a Portugal. Foi fazer algum pedido em especial?

Fui agradecer. Tenho muita coisa para agradecer. No Brasil existe a Nossa Senhora Aparecida do Norte, onde vou todos os anos. Adoro. Levo todos os meus textos de novela para lá, quando acaba, como forma de agradecimento. Tenho fé e Fátima era um sonho que queria realizar. O meu pai ficou enlouquecido. A gente, lá, parece que recarrega energias…

Ficou conhecida em todo o Brasil graças ao reality-show “Big Brother” (2005). O que a levou a concorrer? 

Concorri por dinheiro! Foi a primeira vez que o prémio atingiu a fasquia de um milhão de reais (cerca de 330 mil euros), até então era 500 mil. Eu morava no interior do Brasil (Paraná) com o meu pai, que é pedreiro e até hoje exerce a profissão porque quer, é muito trabalhador. A minha mãe é costureira, também gosta de costurar mas hoje em dia fica mais na vida boa (risos).

Não procurava fama?

Já era Miss e gostava de desfilar, mas não sabia em que é que o programa me poderia ajudar nesse sentido. Todos os trabalhos que viessem seriam lucro. Mas o que eu queria era dinheiro mesmo. Para quê fama sem dinheiro, gente? (risos) O maior dos meus sonhos era poder ter uma independência financeira para poder concretizá-los.

Além do trabalho, a fama traz outro lado, que é a perda de privacidade. Alguma vez se arrependeu de ter escolhido este caminho?

Não tem como arrepender porque o saldo é mais positivo do que negativo. E como não existe ganho sem perda, a vida é assim. Ganhei muito. Recebo muito carinho. Tenho sorte. Nunca passei por nenhum momento de muito constrangimento que me afetasse profundamente.

Chateia-me que na praia me fotografem a bunda (risos), é desnecessário, mas vai dando para esconder, disfarçar com areia ou escondendo com um páreo…

A sua separação de Cauã Reymond, pai da sua filha, no final do ano passado, não lhe trouxe dissabores acrescidos?

Sim, houve momentos. É uma coisa que acontece com todo o mundo, mas toma uma proporção gigantesca ver a sua vida ser debatida em programas de TV, etc.. Mas foi só dar um tempinho e seguir o meu coração. Fui para casa da minha mãe buscar carinho e aconchego. Em momentos como esse, voltamo-nos mais para dentro e eu estava sentindo que precisava de ter por perto pessoas que amo.

Como é a sua filha Sofia, de dois anos?

É uma delícia. Eu me realizo mãe. Em menina, quando brincava, punha uma barriga e o meu pai ficava preocupado. A Sofia é super-feminina, faz-me lembrar muito os meus momentos de infância e valorizar mais a minha mãe. Educar é difícil e não existe nenhuma fórmula e vou seguir a ciência que tenho e passá-la com naturalidade. O resto a vida se encarrega. Mas amo ser mãe.

A Sofia já tem noção de que os pais são dois atores muito famosos?

Acho que ainda não. Ela vê uma coisa diferente, mas é um mundinho que já é o dela porque não tem referência do oposto. Tem dias em que ela quer sair na foto quando alguém pede, tem outros que não. Ama viajar, não faz escândalo. Adora passear!

Como ficou a sua relação com Cauã depois da separação?

É uma relação harmoniosa e tranquila, porque os casais separam-se mas ser mãe e pai mantemos para o resto da vida. O nosso amor em conjunto é a Sofia e então o amor é muito maior.

E nesta fase está apaixonada?

Como é aquela frase? “Solteira sim, sozinha não!” (risos).

Continua a acreditar no amor?

Claro que sim. Quem não acredita no amor é uma pessoa dura que não vive. Não me identifico com esse tipo de pessoa.

Em 2005 despiu-se para a “Playboy”. O que a levou a fazer isso?

Foi por dinheiro. O meu pai não queria e nunca lhe perguntei se viu a revista. Mas acho que aquela edição da “Playboy” foi um engano para as pessoas, porque acho que não ficou sexy.

Mas considera-se uma mulher sexy?

Em relação à sexualidade, acho as pessoas são ou não interessantes não tanto pelo físico. Às vezes acho que sou, outras vezes não…

Sente-se acarinhada em Portugal?

Sim. Mesmo estando tão longe sentimos uma proximidade grande. Foi muito bom trazer o meu pai porque ele está a adorar e como não fala outras línguas foi uma sacada boa poder proporcionar isso para ele. Ele está extremamente feliz. Aqui sinto um carinho muito grande.

(Clique em Fotos, acima da imagem, e veja algumas cenas da passagem de Grazi Massafera por Portugal)

artigo do parceiro: Top Fama

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